Com a possibilidade de desligamento dos radares na próxima semana, o trânsito de Curitiba vai se tornar um lugar menos seguro. É, pelo menos, o que indicam as estatísticas. Em 1999, último ano antes de a cidade monitorar as ruas com os equipamentos, foram registrados cerca de 1,5 mil atropelamentos e 4,7 mil acidentes com vítimas. No ano passado, ocorreram aproximadamente mil atropelamentos e 6,6 mil ocorrências com algum tipo de vítima (veja infográfico). Como houve salto de 60% na frota de veículos e de 15,6% na população da capital no mesmo período, pode-se afirmar que os radares auxiliaram a conter a violência nas ruas.
O desligamento dos equipamentos deve, inevitavelmente, repercutir no índice de acidentes. “Pode-se supor que os motoristas vão se sentir mais livres para cometer as infrações”, diz a coordenadora do Núcleo de Psicologia do Trânsito da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Iara Thielen. “Há probabilidade de que os problemas aumentem. O radar ajuda na travessia de pedestres e controla o próprio trânsito”, afirma a psicóloga perita em trânsito e mestre em Psicologia Maria Elaine Andrade Celeira de Lima.


