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Curitiba lança totem que faz a contagem de vítimas de trânsito

Curitiba terá a partir desta terça-feira (7) um totem com sistema de contagem de vítimas de trânsito no Brasil.

O lançamento do totem será às 15h, no auditório da Urbs, no prédio central na Rodoviária, com a presença do presidente da Urbs, Marcos Isfer, e dos analistas de segurança viária André Luis Horta Silva, do Centro de Experimentação e Segurança Viária do Brasil (Cesvi Brasil), e Ricardo Iglesias Teixeira, da Seguradora Líder, administradora do Seguro DPVAT.

Em seguida, o totem será instalado na rua Prefeito Lothário Meysner, perto do Jardim Botânico, de forma a ser visto com facilidade por motoristas e pedestres.

A iniciativa é do movimento Chega de Acidentes, em parceria com a Urbs, dentro da programação da Década de Ações pela Segurança do Trânsito definida pela Organização das Nações Unidas (ONU) para o período 2011-2020. O totem será atualizado automaticamente com o banco de dados das vítimas do trânsito do Ministério da Saúde.

O movimento Chega de Acidentes foi criado em 2009 pela Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet), as Associações Nacionais dos Departamentos de Trânsito (AND) e de Transportes Públicos (ANTP) e o Centro de Experimentação e Segurança Viária do Brasil (Cesvi Brasil).

O patrocínio para instalação de totens nas capitais brasileiras envolvidas na Década de Ação de Segurança no Trânsito é da Seguradora Líder, administradora do Seguro DPVAT (que indeniza vítimas de acidentes sem apuração de culpa).

A Década começou no dia 11 de maio, data que foi marcada em Curitiba pela iluminação do Jardim Botânico, o mais conhecido cartão postal da cidade, em cor amarela.

A iluminação diferenciada do Botânico – a mesma adotada em monumentos em todo o mundo, como o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro e a Torre Eiffel, em Paris – foi mais uma das ações que estão sendo tomadas em Curitiba para redução dos números de vítimas do trânsito.

Vida no trânsito – Curitiba é uma das cinco cidades brasileiras a participar do projeto Vida no Trânsito, uma parceria do Ministério da Saúde e Organização Panamericana de Saúde (OPAS), braço da Organização da Organização Mundial da Saúde (OMS) para as Américas. Além da capital paranaense integram o Vida no Trânsito também Belo Horizonte (MG), Palmas (TO), Terezina (PI) e Campo Grande (MS).

O primeiro passo do Vida no Trânsito foi reunir numa grande parceira para desenvolvimento conjunto de ações e projetos, uma série de instituições públicas e da iniciativa privada.

Fazem parte do projeto em Curitiba, além da Urbs e da Secretaria Municipal da Saúde, BPTran, Siate, Samu, Corpo de Bombeiros, Detran, Hospitais Cajuru, do Trabalhador e Evangélico, as Universidades Federal e Católica do Paraná, Polícias Rodoviárias Federal e Estadual, Delegacia de Delitos de Trânsito, DER, OAB, SEST/SENAT, Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, Conselho Estadual de Trânsito, IPPUC e secretarias municipais da Educação, Defesa Social, Governo Municipal e Antidrogas, e Secretaria Estadual da Saúde.

Reunidas em várias oficinas coordenadas pela Urbs e Secretaria da Saúde, estas instituições atuaram no diagnóstico do trânsito curitibano e na elaboração de propostas para melhorá-lo com a elaboração de projetos que têm como diretriz básica o envolvimento e participação da comunidade.

Estes projetos preveem ações de capacitação e sensibilização de motoristas, intensificação da fiscalização, envolvimento de professores de física e biologia na sensibilização de alunos, além da veiculação de mensagens educativas.

As ações estão relacionadas à educação, fiscalização e engenharia de trânsito. Em Curitiba foram elencados cinco fatores de risco no trânsito: motociclista, jovens condutor, excesso de velociodade, alcool e pedestres, que serão os focos das ações que serão desenvolvidas.

Década do trânsito – Em assembleia geral em março do ano passado, a ONU estabeleceu a Década de Ações para a Segurança no Trânsito de 2011 a 2020 com a meta de estabilizar e reduzir acidentes de trânsito em todo o mundo.

Em resolução posterior, os 192 países membros da ONU solicitaram à Organização Mundial da Saúde (OMS), em cooperação com outros parceiros, a elaboração de um plano diretor para guiar as ações nessa área durante os próximos dez anos. E ainda que cada um desses países estabeleça suas metas nacionais para a redução de acidentes até o final do período correspondente à Década.

De acordo com o Relatório Global da OMS sobre a situação da segurança viária – a primeira análise detalhada sobre 178 países, publicada em 2009 -, ferimentos causados por acidentes de trânsito permenecem um problema de saúde pública, principalmente nos países de média e baixa renda.

Segundo a OMS, o número de mortes em consequência de acidentes no trânsito chega a 1,3 milhão por ano. E se não houver medidas dos governos, a perspectiva é que em 2020 esse número possa aumentar para 2 milhões.

De acordo com os dados mais recentes do Ministério da Saúde, o Brasil registra por ano cerca de 38 mil vítimas fatais em decorrência da violência no trânsito.

Pelo mundo, diversos eventos acontecerão durante a Década em monumentos e locais importantes. Por exemplo, em Nova York, o símbolo da campanha global será ostentado na famosa avenida da cidade – a Times Square.

Fonte: Bem Paraná

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Essa página tem 3 comentários

  • abner oliveira vasconcelos
    Mais uma vez venho comentar sobre estatística, só voltarei a acreditar que se possa fazer as mesmas com credibilidade, quando o DENATRAN ressussitar o RENAEST, e os Prefeitos se convencerem que o trânsito não se auto sustenta nem tão pouco dá lucro,porque diferentemente dos outros setores,o trânsito quanto melhor ele funciona menos arrecada, e essa é a missão.
  • Ulemá
    Pessoal, tive uma grande idéia para diminuir os acidentes de trânsito, principalmente as colisões de fundo. Eu pensei em patentear essa idéia,mas como eu não sou egoísta resolvi divulgar para todos. É o seguinte: Todos os carros deveriam ter como equipamento obrigatório um painel digital grande no fundo , marcando a velocidade do automóvel, assim quem está na traseira controlaria a sua velocidade, baseando-se na velocidade do carro da frente, e também evitaria e inibiria mais a alta velocidade.
    Divulguem pessoal, mas não esqueçam, essa idéia é de Ulemá P. Campos
  • Maria Aparecida
    Temos o melhor código de transito do mundo!O que deve mudar?
    Sugestão: Quando se tratar de homicidio, o condutor deveria ser suspenso de imediato e somente voltar a dirigir, após ser julgado.Sou Instrutora de transito e procuro formar consciência, porém, na rua é decepcionante a condulta dos motoristas. Talvez assim, os crimes de transito fossem julgados com mais rapidez.
    Onde vamos para?

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