O médico Fernando Moreira, que representa a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego no Rio, comenta os constantes e crescentes casos de violência no trânsito. Não faltam exemplos recentes. Veja no Programa Em Cima da Hora.
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Notícias / Violência no trânsito por motivos banais é cada vez mais comum
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Ao ver a mobilização da família e dos amigos do músico Rafael, filho da atriz Cissa Guimarães, para que o túnel onde ocorreu o atropelamento passe a ter o nome de Rafael Mascarenhas, o Prefeito Eduardo Paes se manifestou a favor da idéia. Me veio à lembrança que em 1995 o Jornal O Dia, entre outros jornais, através da publicação de uma carta enviada por mim com o título “Nossos jovens precisam de lazer”, pedindo que fosse feito uma pista de skate na Praça Granito, em Anchieta. A motivação para esta carta foi porque naquele local havia todo final de semana um PEGA de automóveis, onde os jovens se reuniam para assisti-lo por não ter opção de lazer, colocando suas vidas em risco. Os motoristas participavam alcoolizados e drogados, inclusive com carros roubados que ao final do pega tacavam fogo nos veículos em ruas próximas a Praça Granito, e também exibiam caronas nuas. Infelizmente aconteceram vários atropelamentos com mortes, inclusive de uma criança de 9 anos de idade, filho único de uma senhora humilde que vendia doces em uma barraca na praça para o sustento de sua família. Essa criança morreu esmagada num poste por um carro que participava do PEGA dando cavalo de pau, o caso repercutiu muito na imprensa porque esse PEGA era muito conhecido no subúrbio.
No ano seguinte a pista de Skate foi construída na praça, sendo 1a pista de Skate Profissional no subúrbio, e com isso nunca mais houve Pega naquele local, que se transformou numa área de lazer tendo freqüência familiar.
Gostaria que fosse sugerido ao Sr. Prefeito a troca do nome da Praça Granito, pelo nome dessa criança que foi vítima da violência do Trânsito naquele local.
Quem enviou a carta em 1995 a esse jornal, hoje por motivos de força maior, luta contra a impunidade nos crimes de trânsito. Embora não more mais naquela região, atualmente moro na Tijuca, acho justa essa homenagem principalmente por se tratar de uma VÍTIMA DA VIOLÊNCIA DO TRÂNSITO E DE UMA FAMILIA HUMILDE.
Lutar contra a violência no trânsito é um dever de todos nós independente de classe social, raça, religião e nacionalidade.
Atenciosamente,
Edson Cubeiro pai órfão de filha única, Michelle Chaffin Cubeiro atropelada dentro do terminal de embarque e desembarque de passageiros na Praça XV.
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