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Brasileiros gastam mais com carro do que com alimentação 

É com o carro que eles gastam mais. O consumo dos brasileiros em 2013 foi estimado em R$ 1,55 trilhão pelo Ibope Inteligência. A maior parte (18%) vai ser gasta com os veículos. Serão R$ 278 bilhões com prestações, manutenção, taxas, seguro e combustível. O montante, resultado da combinação de crédito fácil, transporte público ruim e a paixão do brasileiro pelo automóvel, ultrapassa até mesmo as despesas com alimentos dentro de casa, estimadas em R$ 250 bilhões para este ano.

O assistente de manutenção Alisson Victor de Almeida, 30, gasta 25% do que ganha só com as parcelas do financiamento do carro. “É a minha maior despesa. Além da prestação, ainda tem a gasolina, que gira em torno de R$ 60 por semana, e os gastos com revisão. Já fiz as contas e, em seis meses, gastei R$ 3.200 com parcelas e R$ 3.000 com manutenção, ou seja, manter o carro é quase igual ao custo de comprar um”, afirma.

Almeida confessa que, depois do carro, seu segundo maior gasto é com cerveja. “Isso porque eu já me formei; antes gastava muito com a faculdade”, lembra. Na avaliação do professor de economia do IBS da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Pedro Bispo, o fato de as despesas com qualificação educacional e profissional não se destacarem no levantamento do Ibope é preocupante. “O consumidor pensa em comprar um carro, mas não pensa em investir na qualificação, que é fundamental para melhorar a renda e o poder de consumo”, avalia o economista. Depois dos veículos e alimentação, os maiores gastos são com vestuário, alimentação fora de casa e material de construção. Habitação (prestação ou aluguel) não entra na lista por não ser considerada consumo.

Transporte público

Na avaliação do professor, apesar da má qualidade do transporte público, o futuro é de menos carros. “Com o trânsito da forma como está, as pessoas precisam fazer as contas do tempo que se perde enquanto dirige. Certa vez, eu li uma frase, que não me lembro de quem, mas resume muito bem a realidade: ‘País rico não é onde o pobre anda de carro, mas onde o rico anda de transporte público’”, ressalta. Na casa do ferroviário aposentado Geraldo Magela dos Santos, 65, são três carros. “Cada vez que a gente vai ao mecânico, deixa pelo menos R$ 300. É muito gasto por mês, mas, se formos depender de ônibus, perdemos um dia inteiro só para ir a um único lugar”, reclama Santos. Além das constantes visitas a oficinas, o aposentado gasta R$ 480 de combustível por mês. “Fala-se tanto em pré-sal, mas não vejo resultado nenhum, pois continuamos pagando caríssimo pela gasolina”, destaca Santos.

Fonte: O Tempo.com.br

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