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Ciência a serviço do trânsito 

Ciência a serviço do trânsito
Os acidentes representam hoje, um caso de saúde pública.

Ciência a favor do trânsito

Fiscalização eletrônica, sensores, controle do tempo de semáforos. Além de equipamentos utilizados pelos órgãos de trânsito, a tendência é aplicar a tecnologia para evitar desgaste dos motoristas

Fortaleza ganhou, entre 2012 e setembro de 2013, mais de 42 mil novos veículos. Os dados são do Departamento Estadual de Trânsito do Ceará (Detran-CE). Até 2014, a cidade deve oferecer desvios e obras para receber a Copa do Mundo. Os esforços do poder público tentam oferecer uma malha viária mais fluida também para quem transita por aqui antes e depois do evento esportivo. Mas nem só de obras são feitos os planos para gerenciar o trânsito de um grande centro urbano. O uso da tecnologia se faz necessário em ações de monitoramento, soluções e planejamento.

Para o engenheiro de transportes Dante Rosado, o uso da tecnologia vem complementar as possibilidades de solução no trânsito. Ele aponta a programação dos semáforos inteligentes, sistema utilizado desde o ano 2000 pela Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e Cidadania (AMC). Os sensores instalados nas vias detectam a movimentação, e os operadores alteram o tempo de verde de acordo com a demanda dos cruzamentos. Segundo Rosado, a eficiência do sistema é rapidamente superada pela avalanche de carros que surge na cidade. Ideias mais simples passam pelo manejo útil da informação. “Com a tecnologia e o maior uso dos smartphones, a cidade deve repensar em como os aplicativos podem beneficiar os usuários”, instiga.

A tendência das cidades pelo mundo é montar plataformas em que o maior número de informações sobre trânsito esteja disponível para as pessoas, defende José Antônio Macedo, professor do Departamento de Computação e diretor da Secretaria de Tecnologia da Informação (STI) da Universidade Federal do Ceará (UFC). Saber como está o tráfego em determinada via. Descobrir como escapar dos gargalos. Checar se as vias alternativas também não estão saturadas naquele momento. Poder planejar que horas sair de casa para pegar o ônibus, sem esperas desnecessárias. Fornecer, a cidadãos, pesquisadores e empresas, subsídios para o desenvolvimento de aplicativos e serviços que melhorem o uso dos transportes.

As iniciativas são possíveis quando os governos locais soltam as informações. O projeto em elaboração pela Coordenadoria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Citinova), da Prefeitura de Fortaleza, promete lançar o Portal de Dados Abertos. Na plataforma, não apenas o monitoramento do trânsito deve ser transparente: a ideia é disponibilizar dados e serviços referentes a todas as secretarias da gestão municipal. Com agilidade.

Também pela coordenadoria se articula o projeto Fortaleza Inteligente. Demandas diversas da cidade devem convergir para uma central de operações multidisciplinar. Inclusive as situações do tráfego. “A partir do conhecimento do trânsito da cidade, a ideia é monitorar e antever possíveis focos de engarrafamento, enviar agentes e informar a população para evitar aqueles trechos”, informa Tarcísio Pequeno, secretário da Citinova.

Previsão

Informar pontos congestionados já não é suficiente. A meta é chegar a um modelo capaz de antever o sobrecarregamento de vias a tempo de impedi-lo. Segundo o vice-presidente da AMC, Arcelino Lima, o ideal é identificar padrões de deslocamentos e detectar quando o congestionamento começa a se formar, como já acontece em países como Japão e Estados Unidos.

Com até uma hora de antecedência, o órgão pode utilizar as estratégias de comunicação da Prefeitura para orientar o condutor. Se ele sabe que a avenida tende a travar dentro de 30 ou 40 minutos, pode usar outras rotas para fugir e aliviar a possível lentidão. “A previsão é que tudo isto funcione nos próximos anos, com as alterações que o sistema viário vai receber na infraestrutura”, adianta Pequeno. E alerta: “Não vamos esperar que a cidade vire um paraíso. Sempre teremos imprevistos e acidentes para complicar o trânsito”.

Enquanto os projetos se desenrolam e a população enfrenta longos congestionamentos, desvios e crises, o jeito é atentar para os impactos que o corpo pode sentir durante o tempo perdido no caminho. Dores, estresse e algumas doenças não facilmente relacionadas ao trânsito. O Ciência & Saúde deste domingo mostra como a tecnologia pode colaborar para amenizar a saturação do tráfego nos grandes centros urbanos. Além de equipamentos instalados nas vias para reduzir acidentes e controlar o trânsito, gestores e especialistas projetam uma cidade que conhece a própria movimentação e colabora para o uso racional das vias.

Números

42 mil veículos é o volume ganho por Fortaleza entre 2012 e setembro de 2013 32,3% dos motoristas de Fortaleza levam até duas horas para ir e voltar do trabalho.

Fonte: O Povo

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