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Especialista derruba mitos sobre álcool e volante 

Mitos sobre álcool ao volante

Juntando bom humor e competência, David Duarte Lima, doutor em Segurança de Trânsito pela Universidade Livre de Bruxelas (Bélgica), mestre em Saúde Pública pela Universidade Católica de Louvain (Bélgica) e professor da UnB (Universidade de Brasília), garantiu que a única maneira de “casar” álcool com volante, é o cidadão arranjar “uma namorada, uma esposa, um amigo ou alguém bem careta em termos de álcool para sair”.

David Duarte derrubou alguns mitos sobre álcool e volante que vivem incendiando o imaginário de muita gente. Um deles? “Banho frio” para curar bebedeira. “A única coisa que teremos é um bêbado bem limpinho”, garantiu o especialista.Outro mito: “café bem forte”. Segundo Duarte Lima, “pode até piorar a situação do cidadão sob efeito da bebida, pois prejudicará a metabolização do álcool pelo fígado” e lembrou que o fígado pode metabolizar uma dose de álcool a cada hora, em média, pois “peso, idade, sexo, tudo isso influi no metabolismo e este número pode mudar a depender da pessoa”.

Ainda segundo o especialista, uma lata de cerveja equivale a uma dose de álcool, com cerca de 10 gramas da substância. Então, quanto mais se bebe, mais tempo para voltar ao normal e poder dirigir. E, aí, David Duarte respondeu à questão básica de sua palestra “Álcool ao Volante: depois de beber, quanto tempo devo esperar para voltar a dirigir?”

Segundo o especialista que fez uma animada palestra no 8º Congresso Brasileiro Trânsito e Vida e 4º Internacional, “se o indivíduo bebeu 5 latas de cerveja, tendo corpo mediano, seu fígado demorará cerca de 5 horas até os efeitos do álcool cessarem e ele poder dirigir novamente”, o que nos leva à primeira afirmativa: melhor levar consigo alguém que não goste de beber para dirigir o carro.

Por fim, David Duarte Lima respondeu a uma curiosidade sobre os efeitos da água sobre o metabolismo do álcool: “Não é mito”, garantiu o doutor em Saúde Pública. “A água ajuda mesmo o processamento do álcool. É bom lembrar que a ressaca não é nada mais nada menos que a desidratação do organismo e, portanto, alternar água com bebida alcoólica é uma vantagem para o organismo”, finalizou o palestrante.

Publicidade X Excessos no trânsito

É indiscutível o poder da publicidade em seduzir uma plateia ávida por consumir, através de mensagens que gerem expectativa de realização social. A indústria do automóvel não podia ser diferente. Veículos potentes, completos, airbags, freios ABS, com muitos cavalos em vez dos “pôneis malditos” chamam a maior atenção do público jovem e principalmente do sexo masculino.

O que muita gente não pensa é que a maior parte dessas propagandas incentiva o excesso de velocidade, o desrespeito no trânsito e a falta de segurança. Essa conjuntura de sentimentos que podem levar a perdas significativas no trânsito foi tratada pela publicitária e pesquisadora da Câmara de Deputados do Distrito Federal (DF), Ana Marusia Meneguin,que falou sobre os efeitos da publicidade em transformar o dispensável em algo necessário. “É impressionante o número de propagandas de montadoras que incentivam a irresponsabilidade no trânsito. Mas acredito numa mudança e vejo que ela já está se fazendo presente. A marca Toyota, por exemplo, idealizou na propaganda do carro Corolla a representação de uma atitude positiva no trânsito, através da preocupação com o uso do cinto de segurança, dirigir com a velocidade permitida e a importância de parar na faixa de pedestre”, salientou.

Meneguim ainda fez um alerta aos profissionais de publicidade. “O mais importante é ter em mente que se está trabalhando com o imaginário das pessoas e por isso deve-se pensar numa propaganda que fuja da sedução de tratar a população como uma massa manipulável, pois o que surte efeito é quando as pessoas se sentem responsáveis por uma mudança significativa na sociedade. A manipulação nunca é positiva”, finalizou.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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