Notícias

Notícias

Lei Seca não resultou em ampla redução de acidentes 

Lei Seca não resultou em ampla redução de acidentes

Uma pesquisa realizada pela Unitau revelou que a antiga Lei Seca não resultou na redução significativa dos casos de acidentes de trânsito no estado. Os dados obtidos mostram que, das 63 microrregiões de São Paulo, apenas cinco apresentaram grande redução nos índices após a implantação da norma.

O estudo leva em consideração itens como a proporção de casos para o número de habitantes de cada região e o crescimento da frota de veículos no período. Foram analisados os índices de acidentes de trânsito e óbitos por acidentes de trânsito ocorridos em 2007 e em 2009 (antes e depois da lei).

No estado, 31 microrregiões tiveram uma leve melhora na redução dos acidentes. Na contramão, 25 microrregiões tiveram leve piora nos indicativos, uma teve moderada piora e uma registrou grande piora.

Na Região Metropolitana no Vale do Paraíba – que é dividida em seis microrregiões, de acordo com classificação do IBGE –, houve leve melhora nas microrregiões de Guaratinguetá, Campos do Jordão, Paraibuna/Paraitinga e Caraguatatuba. Já as microrregiões de Bananal e de São José dos Campos apresentaram leve piora dos indicadores.

O levantamento foi publicado na Revista da Associação Médica Brasileira – importante publicação científica de abrangência internacional – em agosto. Ele foi realizado pela estudante do sexto ano do curso de Medicina da Unitau, Marcela Neves Nunes, sob orientação do Prof. Dr. Luiz Fernando Nascimento, do Departamento de Medicina.

O docente da Unitau explica que os dados podem estar relacionados a diversos fatores. “Nós fazemos o levantamento dos dados sobre os acidentes, as causas podem ter diversas explicações, como, por exemplo, a ingestão de álcool pelo motorista, a má conservação de estradas, a falta de sinalização e a imprudência dos motoristas. Cabe aos gestores identificá-las e adotar medidas para garantir a redução dos acidentes”, disse o docente e pesquisador.

De acordo com ele, um novo estudo deverá ser elaborado, com a análise de dados de antes e após a nova Lei Seca.

Fonte: Diário de Taubaté

Artigos Recomendados Para Você

Deixe uma resposta

Campos obrigatórios *