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Estudo testa segurança de motos vendidas no Brasil 

Teste com motosEstudo foi realizado com as dez motos mais vendidas do Brasil para descobrir com elas podem ficar melhores

Será que uma moto de 100cc pode rodar em uma rodovia de trânsito rápido? A 125cc mais vendida no Brasil é adequada para transportar passageiros ou um scooter pode trafegar em estradas de terra? As respostas podem ser óbvias para a maioria dos motociclistas. Mas, para o consumidor que busca sua primeira moto as questões soam como grandes dúvidas, que podem resultar em uma compra inadequada, que, por sua vez, pode levar a um acidente.

Para avaliar as motos, o Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV) desenvolveu a pesquisa “Moto Mais Segura”. A análise reuniu jornalistas especializados e pilotos com diferentes níveis de habilidade, profissão, tipo físico e tempo de habilitação. A equipe rodou com as 10 motos mais vendidas do Brasil em 2012 por diversos tipos de estradas e ruas, submetendo os modelos às condições de uso enfrentadas pelo usuário comum.

“Queríamos vivenciar as condições semelhantes ao motociclista que compra sua moto e a utiliza no cotidiano”, informou Luiz Cané, presidente do Movimento Brasileiro de Motociclistas (MBM) – entidade encarregada das avaliações. No trabalho, algumas características dos modelos foram postas à prova no tocante à segurança e conforto. Dentre elas, o Observatório destacou a ausência de alguns equipamentos que poderiam simplificar a vida do piloto e torná-la mais segura.

Pequenas mudanças

A falta de um marcador de combustível, por exemplo, pode levar o motociclista a ter uma “pane seca” na estrada e expô-lo a um risco maior. Já no painel de instrumentos, foi sugerida a inclusão de um alerta indicando que existe uma lâmpada queimada na lanterna traseira quando for o caso. “Pode parecer bobagem, mas a falta de iluminação traseira é a causa de abalroamentos, e muitas vezes o motociclista não sabe que a lanterna está queimada” lembrou Cané.

Em relação aos freios, muitos motociclistas ainda têm o habito de frear apenas a roda traseira, inclusive alguns pilotos que participaram diretamente desta pesquisa. Nesse caso o indicado seria a adoção do sistema de freios combinados – como o que existe nos scooters Lead 110 e PCX 150 da Honda – que distribui automaticamente a frenagem entre as duas rodas quando o piloto pisa no pedal traseiro. O sistema pode ser uma boa opção nas motocicletas de entrada, na qual uma frenagem eficiente pode salvar vidas.

Ainda falando sobre freios, segundo o levantamento, o sistema ABS não seria tão eficiente por conta das condições dos pisos (segundo dados do Ministério dos Transportes apenas 13% das rodovias no País são pavimentadas). Em superfícies irregulares, o sistema anti-bloqueio tem sua eficiência reduzida e o espaço de frenagem é maior.

Em posse deste e de outros resultados, o Observatório transmitiu essas informações aos fabricantes e também à mídia especializada em um evento que aconteceu em 31 de outubro, em São Paulo. “Queremos que o fabricante faça um alerta de forma mais clara da limitação de alguns modelos, essa é uma forma de contribuir com a segurança desse veículo”, declarou José Aurélio Ramalho, diretor-presidente do Observatório.

Além do aviso, a entidade julga necessário que o vendedor faça uma venda qualitativa, recheada de informações sobre o produto. “A moto não é como um eletrodoméstico que, se você usar de forma errada, o prejuízo é apenas material. A moto precisa ser adequada ao perfil e necessidade do piloto, caso contrário pode haver um acidente. Informar de maneira clara e objetiva é uma obrigação do fabricante” ressaltou Ramalho. A entidade ainda recomendou maior atenção na entrega da moto ao consumidor. E claro, associado a tudo isso, a melhor formação dos alunos e dos instrutores das moto-escola. Infelizmente o fator humano é responsável por 70% dos acidentes, lembrou o diretor-presidente do Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV).

Fonte: UOL Motos

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