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Motofretistas terão que usar itens de segurança e comprovar curso 

Os motofretistas só poderão circular se estiverem a licença especial na carteira de habilitação e a placa vermelha, que indica que a moto pode fazer entregas

A partir deste sábado, profissionais que trabalham com motofrete vão ter que comprovar que fizeram um curso e que estão em dia com os itens de segurança. O problema é que a grande maioria deixou a regularização pra última hora.

Mônica Ferreira da Silva já conseguiu a licença da prefeitura pra trabalhar. E a carteira de habilitação também foi alterada. Agora, só falta a placa vermelha.

“Gastei muito dinheiro ajustando a moto, os documentos e tudo. Vou ter que parar de trabalhar. Até arrumar o dinheiro e por a placa e voltar de novo a exercer a profissão”, disse Mônica Ferreira da Silva, motogirl.

Os motofretistas só poderão circular se estiverem a licença especial na carteira de habilitação e a placa vermelha, que indica que a moto pode fazer entregas. Desde agosto do ano passado, já é obrigatório o uso de equipamentos de segurança, como faixas refletivas no baú, protetor de perna, antena corta linha, o colete e o capacete com viseira e fitas refletivas.

Para ter a carteira nova é preciso fazer um curso de 30 horas. Os motociclistas aprendem noções de ética, educação no trânsito, direitos e deveres do profissional. Agora, no fim do prazo, as salas estão lotadas.

“Desde o ano passado que eu estou tentando uma vaga, eu não consegui”, contou um homem.

Concluído o curso é preciso levar o certificado ao Detran para fazer a nova habilitação e emplacar a moto com a placa vermelha.

“Esse procedimento não é demorado. é rápido. Faz no mesmo dia. E ele já pode sair regulamentado pra a partir de fevereiro exercer sua atividade normalmente sem afrontar a lei de trânsito”, afirmou Flávio Andrade, chefe seção vistoria Detran/MG.

O transporte irregular é uma infração gravíssima, sete pontos na carteira, e a moto pode ser apreendida. Walberto Francisco de Souza deixou pra última hora. Mas, espera que os clientes não fiquem na mão.

“Trabalho com material de informática, então, assim, é essencial a existência do meu trabalho na empresa que eu presto serviço. Então se eu não estiver legal, a partir de fevereiro, muita gente vai chorar a minha ausência aí nas visitas, com certeza”, disse Walberto Francisco de Souza, motofretista há 10 anos.

Fonte: Jornal Nacional


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