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Motoristas encontram sinalização ruim nas rodovias federais 

O consumo de bebida alcoólica é só um dos perigos encontrados nas estradas. Em algumas rodovias federais, a imprudência de motoristas e os buracos têm, como agravante, a sinalização ruim. É quase como dirigir às cegas. “As placas estão muito escondidas”, diz um homem.

Na entrada de Fortaleza, o problema é a pichação que tomou conta das placas na BR-116. Na BR-040, na região metropolitana de Belo Horizonte, para se fazer o retorno é preciso adivinhar onde é a entrada. “O mato está muito alto. Você não vê a placa. Tem que retornar 10 quilômetros depois”, conta um homem. Em outro ponto da 0-40, na Zona da Mata, quem não tiver atenção vai frear em cima do quebra-mola. Não dá para ver as placas de velocidade e da lombada. “Atrapalha bem a visibilidade das placas, que faz muita falta”, reclama um motorista. Tem ainda as enferrujadas, quebradas. “Quem não é daqui fica perdido”, destaca um caminhoneiro. Cláudio tem que parar o trabalho no posto para orientar os perdidos. “Para onde ir, quantos quilômetros para eles chegarem normalmente”, ele conta. Seu Dermeval disse que um caminhoneiro não viu a placa antes do radar e bateu no carro dele. “Jogou para cima de nós chovendo. Um foi para um lado, outro foi para o outro. E ele passou no meio, rapando nós.” Em uma rodovia de trânsito rápido, a recomendação do Denatran é de que a distância mínima entre as placas seja de 50 metros. Mas em um ponto, são três em um trecho de mais ou menos 25 metros. “Quando você tem excesso de informação, muitas placas próximas umas das outras, você tem problema de tomada de decisão. Você vai passar do local, não vai chegar a conseguir acessar aquele ponto a que estava destinado”, alerta o engenheiro Márcio Aguiar.

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes declarou que criou um programa para melhorar a sinalização nas estradas. A nova sinalização deve ser implantada a partir desse ano nos 58 mil quilômetros de rodovias federais asfaltadas de responsabilidade do Dnit e deve ser concluída em cinco anos. “Se você está bem sinalizado, atenção, curva perigosa à frente, reduza a velocidade, todas essas informações garantem a segurança do usuário”, completa o engenheiro.

Fonte: Jornal Nacional

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