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Motoristas: saiba quais são os perigos do feriado de carnaval 

No Brasil, em média, 60% dos acidentes de transito são causados por motoristas que apresentam cansaço ou sonolência. Segundo o Ministério da Saúde, 42.844 pessoas morrem todos os anos no país, em decorrência desse tipo de ocorrência. Isso confirma que, em situações de sono e fadiga, indivíduos têm funções, como concentração, atenção, agilidade mental e raciocínio, comprometidas. Ou seja, deixar travesseiros e lençóis para depois às vésperas de quilômetros de viagens prejudica significativamente as ações cerebrais, tornando o indivíduo mais lento e sujeito a causar e envolver-se em pequenos e até mesmo grandes acidentes.

Segundo Andrea Bacelar, neurologista do departamento de Sono da Academia Brasileira de Neurologia, “durante as horas em que dormimos, nosso cérebro é capaz de se restaurar para o próximo dia que está por vir”. É nesse momento que o organismo produz hormônios essenciais para o bom funcionamento do corpo como um todo e, inclusive, deixa de ativar alertas para que alcancemos fases profundas do sono. Somente dessa maneira é possível que as estruturas estejam preparadas para proporcionar bem estar físico e mental ao acordar.

O ideal é que, independente do horário que escolhemos nos deitar, aconteça de 7 a 8 horas de sono. Com corpo e mente descansada, recorrer a estimulantes externos como a cafeína e energéticos é dispensável. E não se engane! Eles não são sinônimos de resultados duradouros. “A cafeína, por exemplo, perde sua ação no organismo em pouco tempo e após esse período o sono volta com ainda mais força”, garante Andrea Bacelar.

Fonte: Bem Paraná

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