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Motos já atendem a 25% dos resgates realizados pelo Samu 

Apenas um mês após o início da parceria entre o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o Corpo de Bombeiros, um em cada quatro atendimentos do serviço de emergência é realizado por homens da corporação. Segundo o Samu, das 1.157 ocorrências de março, 294 (ou 25.4%) foram feitas por bombeiros, que atuam em duplas pilotando motos do Samu. As motocicletas são equipadas com acessórios de primeiros socorros como desfibrilador, tubo de oxigênio e medidor de pressão, entre outros. Atualmente são quatro duplas de bombeiros por turno de serviço.

A atuação do Corpo de Bombeiros com as chamadas motolâncias ocorreu após o órgão passar a integrar a Atividade Delegada, em que policiais militares nos dias de folga prestam serviços para a Prefeitura. Pelo acordo, os militares que aderiram ao “bico oficial” passaram a prestar os primeiros socorros em chamados feitos para o Samu. Pelo bico legalizado, os bombeiros recebem da Prefeitura cerca de R$ 12 por hora trabalhada. O plantão é de 12 horas e não pode ultrapassar 12 dias no mês. Hoje, 120 homens da corporação estão capacitados para o serviço. A parceria, segundo o coordenador do Samu, Paulo Kron, tem como objetivo reduzir o tempo de atendimento e, por consequência, a mortalidade precoce das vítimas (quando o óbito ocorre até seis horas após a chegada dos socorristas). “Em média, as motos chegam ao local da ocorrência em 7 minutos e meio, metade do tempo de uma ambulância”, explicou. “Diminuir o tempo de espera do solicitante ajuda a salvar vidas.

Nas motos, os bombeiros, além de dar os primeiros atendimentos, já informam a central sobre a gravidade do caso e a necessidade de ambulância”, disse o responsável pelo setor de comunicação do Corpo de Bombeiros, capitão Miguel Jodas. Solução. Das 80 motolâncias cedidas pelo Ministério da Saúde para o Samu de São Paulo em dezembro de 2009, apenas 24 estão em operação. Destas, 16 com equipes próprias do Samu. Para pilotar as motos, é preciso que os enfermeiros do serviço passem por treinamento de 50 horas dado pela Polícia Rodoviária. Em julho passado, o Estado publicou matéria que mostrava a dificuldade para agendamento e formação de turmas.

Fonte: Estadão

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