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Número de acidentes com motos aumenta 20 vezes em 15 anos no Rio 

Número de acidentes com motos aumenta 20 vezes em 15 anos no Rio

Acidentes com motos no Rio

Frota na capital triplicou nos últimos 10 anos, chegando a 260 mil.’Muitos deles sequer têm habilitação’, comenta presidente de ONG

A moto é um veículo que oferece agilidade e rapidez ao motorista. No entanto, ainda há muitos pilotos pelas ruas sem habilitação e, esse é só um dos motivos que fizeram com que o número de acidentes com motos aumentasse em 20 vezes nos últimos anos no Rio.
O número de motos circulando pelas ruas da capital quase triplicou em 10 anos. Em 2003, havia 100 mil motos nas ruas. Em 2013, este número subiu para 260 mil. Com o aumento da frota, a inexperiência e imprudência de muitos motociclistas, o número de mortes também aumentou nos últimos 15 anos: de uma para 22 mortes para 100 mil habitantes.
“Muitos deles sequer têm habilitação. Jamais passaram por uma prova teórica ou prática no Detran e dessa forma, além de eles não conhecerem suas obrigações, eles também não conhecem seus direitos e é esse caos que a gente ver no trânsito todos os dias”, explicou Fernando Diniz, presidente da ONG Trânsito Amigo.
Feridos no Miguel Couto
O Hospital municipal Miguel Couto, na Gávea, Zona Sul da cidade, recebeu a maioria dos feridos de acidentes com motos no ano passado no Rio. Foram mais de 1400 atendimentos – quase o triplo dos pacientes feridos em batidas de automóveis: 500. Neste ano, a média é de quatro motociclistas machucados por dia na unidade.
“É uma mistura de imprudência, uso de álcool, droga e falta de habilitação. Quando ele cai da motocicleta, ele tem lesões em várias partes do corpo. O lugar mais comum é a perna. Essas pessoas, mesmo com um bom tratamento, muitas vezes apresentam dor crônica, dormências nas pernas e ficam com alguma sequela psicológica terrível”,  contou Luiz Alexandre Essinger, diretor do Miguel Couto.
Vítimas de acidente
Márcio Sampaio de Souza é mototaxista há 8 anos. No entanto, segundo ele, a habilitação foi tirada somente há três. Vítima de cinco acidentes envolvendo o veículo, ele relatou que já viu a morte de perto algumas vezes e acrescentou ainda que teve responsabilidade na maioria deles. “É imprudência querer fazer manobras que não são para serem feitas”, disse.
“A gente imagina que acontece com os outros, mas com a gente não. Para mim, foi uma lição muito grande e eu aprendi que eu nunca mais vou andar de moto”, declarou Paulo Roberto Martins, outra vítima de acidente.
Posicionamento
A Guarda Municipal informou que fiscaliza as motos dentro da mesma rotina de fiscalização de qualquer outro tipo de veículo, verificando o cumprimento das normas, principalmente no que diz ao uso de itens obrigatórios de segurança, como o capacete. A infração é gravíssima para o motociclista que transita sem capacete e a multa é de R$ 191, 54.
De acordo com os bombeiros, no Rio, em 2001, o número de quedas em motos foi aproximadamente de 4600. Este ano, só até outubro já havia sido contabilizado 4000, podendo chegar até 5000 no final do ano.


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