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Paraná avança na educação de motoristas infratores 

Paraná avança na educação de motoristas infratores

Motoristas infratoresÉ um círculo vicioso: o motorista que recebeu pouca educação para o trânsito tende a cometer mais infrações contra ciclistas e pedestres, muitas vezes até por desconhecimento do Código Brasileiro de Trânsito; o ciclista vê pouca possibilidade de diálogo e, não raro, age conforme acredita que seja mais seguro; o poder público nem sempre intervém de forma adequada para resolver impasses. E segue o círculo, prejudicial e perigoso para a sociedade.

Como levar ao motorista que já tem anos de volante procedimentos corretos e informação adequada sobre a convivência com o ciclista? O Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR) tomou uma inciativa nesse sentido que, embora tímida, pode ser replicada e expandida: no final dos cursos de reciclagem obrigatórios para motoristas infratores, distribuirá 200 mil exemplares de uma cartilha com dicas e orientações sobre a convivência com a bicicleta.

A cartilha soma-se a uma mudança ainda mais importante: passam a ser obrigatórias questões envolvendo bicicletas em pelo menos uma das 30 questões da prova teórica para emissão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A mudança se deve a negociações da CicloIguaçu (Associação de Ciclistas do Alto Iguaçu), que tem lutado para ampliar o conhecimento de artigos fundamentais, como o 201 do CTB, que determina a distância de 1,5 metro na ultrapassagem de ciclistas, na formação de motoristas. A mudança nos testes deve ser efetivada nos próximos meses. O Detran de Pernambuco se inspirou na iniciativa e a está reproduzindo: 13 perguntas envolvendo bicicleta foram incluídas no conjunto de questões para o teste teórico.

A cartiha do Paraná também será distribuída em ações educativas e eventos em parceria com órgãos como ONGs que trabalham pela segurança no trânsito, e pode ser reimpressa sempre que o órgão precisar. Ao isolar os artigos que envolvem o uso de bicicleta no tráfego, é possível orientar não apenas os ciclistas, mas os motoristas, que têm responsabilidade sobre a segurança de veículos mais frágeis. O conteúdo foi provido pela Transporte Ativo, que cedeu o material e os direitos autorais.

Fonte: Vá de Bike

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