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Sem respeitar pedestres, carros-fortes param em qualquer lugar 

Vigilantes fortemente armados ainda constrangem a população durante a ação no comércio

Quase três anos após a Prefeitura de Manaus proibir, pela Lei 1.419/2010, a prática de transporte de valores durante o horário comercial e o uso de passeios públicos para embarque e desembarque pelo segmento, carros fortes com vigilantes armados continuam parando em qualquer lugar na rua, atrapalhando o trânsito e constrangendo a população.

Na manhã de quarta-feira (17), na Alameda Cosme Ferreira, no bairro São José, zona leste, um carro forte da empresa Prosegur estacionado próximo a um ponto de ônibus bloqueava o lado direito da via, dificultando a parada do transporte coletivo e arriscando a segurança do público de um shopping presente no entorno.

Na Avenida Noel Nutels, na zona norte, onde estão localizadas lojas, escolas e até um Pronto Atendimento ao Cidadão (PAC), às 11h30 de quarta-feira, nem mesmo a presença de um agente de trânsito inibia o descumprimento da Lei 1.419 que, em seu artigo 4º, impede o transporte de valores nos horários de entrada e saída de alunos.

Com o trânsito da via já caótico nos horários de pico, a parada do carro forte da Prosegur na esquina da Rua Filadélfia, por cerca de dez minutos, obrigava os motoristas a acessar a rua pela contra-mão. Parado na Avenida Desembargador João Machado, na Alvorada, zona centro-oeste, às 11h15, para apanhar dinheiro em uma agência bancária, um carro blindado da empresa Global Service, com três vigilantes armados de escopeta, trancavam os carros parados no estacionamento e intimidavam crianças e pedestres.

No Centro da cidade, em ruas com grande quantidade de agências bancárias e estabelecimentos com terminais de auto-atendimento, a situação é ainda pior. Motoristas de carros fortes utilizam o pisca alerta para parar em fila dupla e bloquear a faixa direita da pista. Na Avenida 7 de Setembro, mesmo a legislação municipal determinando a existência de um recuo apropriado para embarque, desembarque e transferência de valores, a frase ‘Carro Forte’ pintada no asfalto em frente a uma agência bancária figura como o local providenciado pelo banco para quem desempenha a atividade.

Com o fluxo intenso de pessoas e os inúmeros vendedores ambulantes espalhados nas calçadas, os pedestres precisam desviar dos transportadores com as armas em punho. Na Avenida Eduardo Ribeiro, ontem, agentes de trânsito faziam vista grossa enquanto um carro forte da empresa Global Service permanecia em fila dupla a espera da equipe responsável por abastecer o caixa eletrônico de uma farmácia. Na semana passada, um carro forte da Prosegur estacionado em frente a uma farmácia localizada na Avenida Djalma Batista, zona centro-sul, causava retenção do trânsito e transtorno aos motoristas.

Para o presidente do Sindicato das Empresas de Vigilância, Segurança e Transporte de Valores do Estado do Amazonas (Sinesvi/AM), Orlando Guerreiro, a lei municipal, assim como a que “proíbe o uso de aparelho celular dentro das agências bancárias é impraticável”. “A lei ficou por isso mesmo. Primeiro porque envolve as empresa de transporte de valores e as agências bancárias e, segundo porque, em alguns locais, como no Centro, não existe espaço físico para a construção de áreas para embarque e desembarque”, explicou.

Guerreiro ressalta também, que proibir as empresas de atuar no horário comercial é impossível, pois todo transporte de valor possui um seguro, que só é coberto das 6h as 20h. “A movimentação do banco é de dia. Para garantir a segurança dos pedestres, os funcionários passam por dois cursos e são orientados a executar a ação o mais rápido possível”, disse. Ainda segundo ele, os horários de pico são muito mais seguros, pois com o fluxo de pessoas e de automóveis nas ruas, as rotas de fuga dos assaltantes ficam reduzidas.

Com o descumprimento da legislação, resta a população seguir as orientações do presidente do Sinesvi/AM, mantendo distância segura e ficando atento a movimentações suspeitas quando presenciarem ações do tipo. Procurada para comentar o caso, o Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans) informou que a orientação do órgão é de “que os veículos estacionados indevidamente sejam notificados. Não só carros-forte como também aqueles que estejam ocupando as vagas desses veículos que transportam valores”.

Fonte: DM24

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