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Trânsito mata cinco pessoas por hora no país 

Acidentes de trânsito

Cidades como Rio Preto, Jundiaí, Sorocaba e Campinas têm média acima da registrada em São Paulo

A todo momento meus filhos perguntam por que o pai morreu. É muito difícil. A triste declaração de Adriana Mazoni Pagani, 28 anos, é reflexo de uma tragédia que assola o País todos os dias: mortes por acidente de trânsito. Pesquisa divulgada pela CNM (Confederação Nacional dos Municípios) revela dados alarmantes. A cada hora cinco pessoas perdem a vida em desastres. No total, em 2011, foram 43.256 mortos em acidentes que ainda deixaram 580 mil pessoas feridas (não há dados sobre 2012 ainda).

Adriana perdeu o marido, Rodrigo, em abril de 2012. O carro em que estavam foi atingido por um veículo que andou 10 quilômetros na contramão da rodovia Washington Luís, em Rio Preto. Ela ainda espera que o motorista causador do acidente seja condenado. “Quero justiça”, diz.

A pesquisa realizada pela CNM aponta que em três décadas 900 mil pessoas perderam a vida em acidentes. O estudo ainda mostra que a taxa no estado de São Paulo de mortes em acidentes é de 17,7 num grupo de 100 mil pessoas. Algumas cidades do estado têm quase o dobro dessa taxa. É o caso de Rio Preto e Jundiaí. Ambas com taxa de mortes de 33,2. Essas cidades têm média de mortos no trânsito semelhante a do Irã, país que tem a quarta maior taxa do mundo, de 34,1.

As mortes incluem desastres dentro da cidade e em rodovias que cruzam os municípios. Sorocaba, Campinas e Bauru são outras que possuem taxas acima da média estadual e, por vezes, acima da nacional, que é de 22,5 mortos por acidente a cada 100 mil moradores. A campeã do Estado fica no litoral sul: Miracatu, com taxa de 156,4. A cidade fica ao lado da rodovia BR-116.

O trânsito brasileiro deixa todos vulneráveis. No ano passado, 40.416 pedestres foram internados depois de atropelamentos. “São números alarmantes, que vemos com grande pesar”, afirma o diretor-presidente do Observatório Nacional de Segurança Viária, José Aurélio Ramalho. Segundo ele, nem mesmo taxas baixas, como na região do ABC são motivos para comemorar. “Cidades como Santo André têm grande fluxo de veículos e baixa velocidade. Pode ter menos mortes, mas muitos acidentes e feridos com sequelas graves. E os leitos de hospitais ficam lotados de feridos”, alerta.

Fonte: Dia a Dia

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