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Velocidade, emoção e perigo sobre duas rodas 

Para alguns, um hobby. Para outros, uma necessidade. As motos já se tornaram preferência de muitos condutores, seja pela facilidade de trafegar pelas vias, pelo preço mais acessível de alguns modelos ou por ofertas de emprego. Há cerca de seis anos, Alonso Serrão leva a vida sobre duas rodas. Apaixonado por motos, ele fez do veículo seu meio de sustento. Presidente da Associação de Mototaxistas da Região Metropolitana de Belém (Asmobel), ele dedica seu dia ao transporte de passageiros pelas ruas da cidade. Apesar de sempre gostar de motos, Alonso explica que adotou a profissão por conta da dificuldade em conseguir outros empregos. “Foi mais por conta da falta de oportunidades, mas é ótimo. Quando a pessoa vira mototaxista não quer mais sair da profissão”, diz. Por outro lado, ele alerta para as dificuldades de quem passa muito tempo no trânsito. “O mais difícil da profissão é a falta de segurança. Já sofri alguns acidentes trabalhando”. INSEGURANÇA O entregador Moisés Moura também teme andar pelas ruas em uma moto. Há oito anos ele realiza entregas de gás de cozinha e água mineral utilizando o veículo. “É inseguro, arriscado”, diz. Ao contrário dos apaixonados por motos, ele só tirou a carteira de habilitação por conta do emprego. “Antes eu fazia as entregas de bicicleta e depois precisei aprender a andar de moto. O trabalho melhorou muito, mas eu não gosto de moto não, é só para o trabalho”, conta. O músico Geraldo Sena é motociclista há 25 anos e se confessa um apaixonado por motos desde criança. “Sempre gostei. Quando tinha uns vinte anos tirei a carteira. Prefiro moto ao carro, mesmo nessa cidade chuvosa”, diz. Ele utiliza a moto para tudo no dia-a-dia. “Uso a moto até para ir ao supermercado. Trabalho à noite e levo tudo que preciso na moto. Estou programando comprar um carro para a família, mas não vou me desfazer dela não”. A procura pelas aulas para tirar a habilitação comprova que as motos estão se tornando preferência para muita gente na hora de escolher um meio de locomoção. “De cada dez alunos, sete são para tirar carteira de moto”, afirma Ednaldo Dantas, instrutor de uma autoescola de Belém. Os motivos vão desde as ofertas de emprego até as facilidades que o veículo oferece. “Há demanda de mercado para profissionais da área. Outro fator é o aumento da frota de veículos, é difícil achar vaga para estacionamento na cidade e a moto é mais fácil, mas ágil”. Motocicletas lideram frota no Estado O crescimento na frota de motocicletas é visível pelas ruas da cidade. Dos 1 milhão e 44 mil veículos circulando pelo Estado, aproximadamente 493 mil são motocicletas, motonetas e ciclomotores. “São a maior frota registrada no Estado hoje. Possuem um crescimento médio de 20% a cada ano”, afirma Carlos Valente, coordenador de planejamento do Departamento de Trânsito do Estado do Pará (Detran). Em Belém, a frota chega a 307 mil veículos, sendo que deste total, cerca de 72 mil são motocicletas, motonetas e ciclomotores. Em alguns municípios do Pará, as motos representam quase 80% dos veículos. “Normalmente isso acontece nos municípios do nordeste, sul e sudeste do Estado”, diz Valente. O interesse pelas motos é comprovado nas concessionárias. A procura pelo veículo aumenta a cada dia. “Tivemos um aumento de quase 16% nas vendas, hoje vendemos motos para todas as camadas sociais”, conta Elieser Silva, gerente comercial de uma concessionária de motos, em Belém. Há cerca de dois anos, eram vendidas, em média, 100 motos na loja por mês. Hoje o número chega a 200 unidades. Equipamento será obrigatório No ano passado foram registrados 41.545 acidentes em todo o Estado. Deste total, 10.314 foram de motocicletas, motonetas e ciclomotores. Somente em Belém foram 2.821 acidentes com estes tipos de veículos em 2010. Segundo o médico José Guataçara Gabriel, os atendimentos no Hospital Metropolitano, em Ananindeua, por conta de acidentes de moto são mais comuns que os de automóveis. “Somente no final de semana passado foram 28 acidentes só de moto”, diz. Os danos aos condutores e passageiros de motos também costumam ser mais graves. “A maioria é por não usar os equipamentos de segurança. A queda muitas vezes causa fraturas e traumatismo craniano”. Como seqüelas, o médico lista como mais graves as lesões na coluna (que podem deixar a pessoa paraplégica ou tetraplégica) e os traumas no crânio. Entre os equipamentos obrigatórios em uma moto estão os retrovisores, luzes, aparador e antena para proteger contra linhas. Tanto a antena quanto o dispositivo de proteção para pernas e motor em caso de tombamento se tornam obrigatórios a partir da próxima quinta-feira. Os condutores de veículos lançados no mercado nos últimos cinco anos terão 270 dias para adequação. Para os veículos novos, o prazo é de 365 dias. Fonte: Diário do Pará

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