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E quando o condutor do veículo é surdo? 

E quando o condutor do veículo é surdo?

simbolo_surdezCom manobras hábeis e oportunas, a sociedade persiste na falta de conhecimento e no preconceito a determinados assuntos…

E como a busca da verdade não deve ser individualista, penso que devemos botar alguns pingos nos “is”.

Alguns sabem e outros saberão que a “velhice” é uma realidade incômoda. (É aquele mencionado “azar” que encontramos no percurso da existência)

E assim, como a pulverizar suas derradeiras certezas, poucos entre numerosos idosos ainda se incumbem de acender de vez em quando as velas da igreja…(Para não ficar vagando por aí, sem direção…)

…enquanto que outros, comandam suas vidas cheios de esperanças – pulando obstáculos penosos, bem sabemos – ainda que muitas vezes, maltratados com grande generosidade pela sociedade.

Hã? Huh? Hein? (São interjeições que acompanham “meu cotidiano sobrenatural” quando falo com outros)

E muita das vezes de forma safada e maliciosa o interlocutor com “tom” angustioso e explosivo, hurra bem próximo ao meu ouvido:

– “Você é surdo?” (Cabe salientar que algumas destas criaturas ignoram o chuveiro e o dentifrício)

E num toma-lá-dá-cá ininterrupto, digo prontamente que “não”…(Por vezes creio ter nervos de vento)…e adiciono com ódio confuso e até vergonhoso, daquilo que compreendo a bastante tempo:

-“Não ouço direito”.

E por simples espírito de caridade – penso eu – o interlocutor retruca com alívio covarde:

– Você não escuta vovô?

OBS1: Cabe salientar que ainda não estou vovô, mas sim um jovem idoso (sorriso).

OBS2: Vamos tratar do condutor “surdo”, e para isso definições serão necessárias…pois creio que ofertarão retoques adicionais de entendimento ao leitor.

Bem, mas o que é o indivíduo “surdo”?

Vamos considerar que existem dois tipos de surdez:…a CONGÊNITA, causada durante a gestação ou horas/dias após o nascimento, que pode ser hereditária ou não.

 …e a surdez ADQUIRIDA. Onde se encontram aqueles que nascem com audição normal, mas que, por algum fator patológico ou acidental, perdem a audição parcial ou total.

OBS1: Será utilizado o termo “surdo” para aqueles que não escutam adequadamente e cujo motivo se enquadra em congênito ou adquirido…e independe que se comunique ou não através da língua brasileira de sinais – LIBRAS –, que ouça ou não com aparelhos auditivos, que estude/estudou ou não em escola especial, que precise ou não de intérprete, que faça parte ou não de uma comunidade de surdos, que seja ou não um “surdo oralizado” ou que domine ou não a leitura labial.

OBS2: “Surdos oralizados” são independentes, dominam o português falado e escrito, e não necessitam de uma terceira pessoa envolvida (um intérprete) na sua comunicação.

E o indivíduo com deficiência auditiva?

A deficiência auditiva – conhecida generalizadamente como surdez – é a perda parcial ou total da capacidade de ouvir, isto é, um indivíduo que apresente problema para escutar. (É uma falta adquirida frequentemente na fase “idosa” – é o meu caso)

E quando dizem que o “surdo é mudo”?

A frase é equivocada, pois o surdo na sua totalidade apresenta o seu aparelho fonador (responsável pelo som da fala) preservado – isto é; produz “som”…então os surdos não são mudos.

O binômio “SURDO x Carteira Nacional de Habilitação – CNH” é assunto que apresenta entraves, ensaios e erros…mas tenho “expectativa” de conseguir uma repercussão favorável neste tema ainda aquecido com fogo brando.

Mas, inicio abrindo oportunidades para você, com este desafio escancarado, ao perguntar:

Poderá o “surdo” obter a CNH?

A resposta é “sim”. (O que para muitos pode ser uma surpresa, pois a visão do cidadão sobre esta realidade social é estreita)

Entretanto, no cotidiano, a CNH para os surdos já é uma realidade que vem se concretizando…mesmo que a passos bastante curtos, pois tenta se agarrar a alguns fragmentos da vontade política.

De acordo com o CONTRAN – Conselho Nacional de Trânsito – através da AVALIAÇÃO OTORRINOLARINGOLÓGICA; (Peço aos conhecedores credenciados das normas de trânsito que contribuam com correções devidas)

 1. Da avaliação auditiva:

1.4. os candidatos com média aritmética em decibéis (dB) nas frequências de 500, 1000 e 2000 Hz da via aérea (Davis & Silverman – 1970) na orelha melhor, que apresentarem perda da acuidade auditiva inferior a 40 dB serão considerados aptos para a condução de veículo nas categorias A e B…

OBS: Qual(ais) o(s) critério(s) utilizado(s) para que o surdo seja considerado “apto” também para a condução de veículos de transporte de carga e de passageiros?

 …nas situações diferentes a 1.4, o condutor surdo será:

– considerado inapto temporariamente, apto após tratamento ou ainda obrigado a usar prótese auditiva. (Espero que a informação não tenha sido feita daquele conhecimento colhido às pressas)

OBS: Dizem (?!) que o surdo tem condições de obter a CNH, pois o principal sentido exigido para essa prática – a condução de veículos – é a visão.

Não estará aqui um exemplo de claro conflito? (Penso que o esforço apresentado pelos “partidários” desta opinião aparenta mais adaptação do que sensatez… Tipo argumento exclusivamente grávido de paixão)

Por que questiono?

Bem, o Código Brasileiro de Trânsito e resoluções do Conselho Nacional de Trânsito dizem que há necessidade de uma boa audição para a atividade de direção veicular, visto que a “audição” contribui para a identificação de sons de alertas – como buzinas, sirenes, etc, que são variáveis muito importantes no contexto “viário”.

OBS: Por vezes com ansiedade de incluir o surdo – inclusão social – na condução de veículos, sem os preparos adequados, corremos o perigo de abdicar da segurança. (E escrevo isto recusando a ser domesticado por interesses antiéticos)

Mas vamos aos números…

Segundo “dados” do censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE –, no Brasil cerca de 9,7 milhões de brasileiros possuem deficiência auditiva…(Estão incluídos aqueles que apresentam deficiência auditiva severa, os que têm grande dificuldade de ouvir, os surdos e os que exibem alguma dificuldade auditiva)

OBS: No país há aproximadamente 10 mil motoristas de veículos que são surdos…e nem todos possuem a CNH. (A inexistência da CNH para alguns dos condutores surdos têm como possíveis motivos a desinformação, o medo, a falta de incentivo por parte dos familiares e o descrédito da própria sociedade em relação a este condutor)

Mas, quais os procedimentos que o “surdo” deve executar para adquirir a CNH?

Procurando elucidações para a resposta, encontrei complexidade na uniformização dos procedimentos além do desafio maior para encontrar informações fidedignas, originando certo temor da minha parte.

Então pela dificuldade da padronização dos procedimentos, recomendo que você abandone as doçuras do exílio denominado “esperar que apareçam as respostas” e caminhe na busca deste desafio em sua região – caso tenha interesse.

OBS1: Mas o problema “igualitário” que todos certamente enfrentarão será a inexistência de um intérprete, quando o profissional que participa do processo não entende a Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS. Neste caso o candidato é encaminhado a outro profissional para que este efetive a comunicação. (E se não existir outro profissional qualificado? Bem, cotidianamente os “responsáveis” estão procurando assumir a postura de resolver este “problema social” com jogos de atitudes e falso desconhecimento da situação).

OBS2: O órgão responsável pelo atendimento ao “condutor surdo” precisa fornecer um intérprete na LIBRAS, pois do contrário quando não há, o próprio surdo é orientado a levar o seu intérprete – familiares, amigos, profissionais pagos… – para assim dar prosseguimento ao processo. (O fato do “surdo” providenciar o “intérprete” denota um traço fatal e fundamental no descaso e covardia por parte das instituições públicas e sociais)

OBS3: Ainda existe desentendimentos quanto à presença do intérprete da LIBRAS na prova teórica para habilitar o candidato a CNH. (Por exigência do Código de Trânsito Brasileiro, a prova não pode ser interpretada na sua totalidade pelo intérprete. Neste caso o examinador que desconheça a linguagem da LIBRAS não tem a garantia da individualidade das respostas do candidato; isto é, existe o receio de que o tradutor esteja analisando e respondendo pelo candidato)

E finalmente, agarrando-me a alguns fragmentos da sua paciência…

OBS4: Dizem alguns que preferem ficar no anonimato (não cabe julgar se é covardia ou sobrevivência), que o próprio Centro de Formação de Condutores – CFC –, diante da impossibilidade de atendimento ao surdo, criou atalhos para acelerar o processo de habilitação (o que não é permitido diante da Lei)

E quais os problemas enfrentados pelo condutor SURDO para obter a CNH?

Podemos destacar que: (E isto será apenas efetivamente a ponta visível do iceberg)

a)…alguns “surdos” encontram a principal barreira para adquirir a CNH na própria família, que por vezes se mostra contrária por motivos específicos diversos. (As causas repousam muitas das vezes escondidas em pensamentos)

b)…como já foi mencionado, os “órgãos responsáveis” por expedir a CNH ainda não possuem profissionais especializados na língua brasileira de sinais – LIBRAS,  dificultando o acesso a um direito das pessoas surdas.

OBS1: O Conselho Nacional de Trânsito – CONTRAN – através de resolução, tornou obrigatório a disponibilização da LIBRAS durante todo o processo para a obtenção da CNH pelos surdos.

OBS2: No Brasil, desde 2002, a Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS – é reconhecida como a “língua dos surdos brasileiros”.

OBS3: Os sinais da LIBRAS não obedece “uniformidade” nacional…eles apresentam diferenças regionais, isto é, a mesma palavra é sinalizada de maneira diferente. (Mais um mergulho na desalentadora realidade brasileira)

c)…na avaliação psicológica, realizada por um psicólogo-perito que aplica os testes e faz a entrevista de forma direta, individual e profunda, as dificuldades são muito presentes, porque o psicólogo por diversas vezes pode não se comunicar de forma eficaz com o “surdo”. (Mesmo que este profissional domine LIBRAS “ele” saberá apenas o peso da lógica, perdendo por vezes o aroma da verdade)

d)…parte do processo para obtenção da CNH prima pela escrita, em que o surdo deverá ler e responder. (Em relação à aplicação de testes há a expectativa que o surdo entenda e tenha comunicação adequada através da língua portuguesa. Isto igualmente tem a ingenuidade e a passividade daqueles que não aprenderam a brigar na rua).

e)…o Código Brasileiro de Trânsito parte do pressuposto que o surdo foi alfabetizado na língua portuguesa e que entende a estrutura gramatical do nosso idioma, e desconsideram que a comunicação dos surdos é feita de forma diferente a dos ouvintes…”ela” é feita através de uma estrutura gramatical própria do surdo. (Vale resgatar que a língua portuguesa é a segunda língua para o surdo e que muitas palavras não existem na LIBRAS)

OBS1: Uma medida sensata – segundo quem trabalha com surdos – seria a edição de vídeos em LIBRAS tanto para as aulas como para o exame. (E assumindo o papel de autêntico atiçador de fogo, informo que já existem CFC’s que praticam esta metodologia)

OBS2: Como se vê, o velho fantasma da comunicação paralela e diferente entre os surdos e os ouvintes ainda assombra nossa sociedade evidenciando que a principal dificuldade ainda perdura…(São como aquelas frases meio líricas pronunciadas ao vento por desafinados)

E a identificação dos automóveis dos condutores surdos?

 A utilização do “Símbolo Internacional de Surdez” já é prevista por Lei. É necessário que o motorista que não escuta adequadamente, utilize um adesivo no veículo com o símbolo internacional de surdez. (Uma exigência pouco conhecida)

OBS: Para os considerados surdos o adesivo do “símbolo” deverá ser colocado no vidro traseiro do veículo ou no dianteiro.

O símbolo serve para alertar os demais motoristas de que o condutor do veículo tem limitação auditiva, o que supostamente deve gerar maior segurança e respeito à condição especial deste condutor no trânsito além de:

– facilitar a identificação dos agentes e autoridades de trânsito no momento de uma possível abordagem, e

– evitar que estes condutores sejam prejudicados no trânsito por não ouvirem as sirenes, os apitos dos agentes de trânsito e até as buzinas.

OBS: O símbolo da surdez será integrado aos manuais de trânsito, cursos de formação e reciclagem de condutores. (A ação tem o objetivo de divulgar o símbolo, a fim de que todos os motoristas saibam reconhecer uma pessoa surda ao volante)

E o SURDO na condução de veículos?

Mesmo que existam forças na sociedade que sejam relutantes, obstinadas e ativamente hostis ao problema, colocarei mais água no moinho do debate…

1º) “Eles” não detectam ruídos referente a alguma avaria mecânica do veículo. (Os surdos dizem sentir “sim” através da vibração do motor as avarias)

OBS: Então, qual o motivo para não se ter uma óbvia conclusão, confirmada por todos os testes de avaliação para esta questão?

2º) Na condução do veículo é necessário que o “surdo” fique atendo a todos os movimentos ao redor, principalmente porque o grau de ansiedade atualmente nas avenidas é altíssima e, muitas vezes, os demais condutores não observam o adesivo de identificação; sem contar também com a falta de preparo da sociedade para lidar com o surdo.

OBS: Todos sabem da recomendação para que o motorista no trânsito tenha sempre a atenção redobrada. Com a falta da audição, o surdo deve multiplicar a sua atenção pela visão, utilizando os retrovisores. (Isto está parecendo típico idealismo por trás do verniz da realidade)

3º) Não escutam sirenes, buzinas, apitos – ambulâncias, bombeiros, agentes de trânsito…(Não estaremos diante de um desafio acrobático?)

4º) Motoristas de táxi e de ônibus que são “surdos” (em algumas cidades já são realidade) devem ser capazes de ouvir o suficiente para dialogar com seus passageiros, sem a necessidade de “virar a cabeça para trás” e deixar de olhar a via por segundos. (Uma densa pitada de perigo eminente salpicou minha mente)

5º) Em caso de batidas, acidentes e avarias o surdo precisa de comunicação – com o SAMU, bombeiros, órgãos de trânsito…- então é preciso que exista forma de comunicação por telefones – TDD – que atendam surdos; e também que estes profissionais dos referidos serviços públicos saibam LIBRAS. (Excelente, só que incompatível com a realidade)

OBS: TDD é o aparelho telefônico para surdos. TDD é a sigla em inglês para Telephone Device for Deaf (aparelho de telefone para surdos). Os telefones são dotados de um teclado e um visor que permitem ao usuário comunicar-se com quem possua outro aparelho especial, enviando e recebendo mensagens online.

Algumas peculiaridades

1ª) A surdez apesar de originar poucas limitações físicas em comparação as demais limitações, é a que deixa o indivíduo mais isolado socialmente…além de ofertar a menor quantidade de direitos sociais.

2ª) O surdo brasileiro não tem direito a vagas preferenciais. (Em outros países elas existem)

3ª) No Brasil há piloto de avião “surdo” credenciado, mas a aviação civil brasileira ainda não oportunizou seu direito de pilotar. (Em outros lugares, a exemplo dos Estados Unidos, pilotos surdos operam até mesmo aviões comerciais de grande porte, a exemplo de Airbus e Boeing)

4ª) O aplicativo UBER, na Austrália e nos Estados Unidos, já disponibiliza tecnologia especial para a comunicação dos condutores surdos com clientes.

5ª) “Conta-giros” é um instrumento criado para medir a rotação do motor por minuto (cuja sigla é rpm). É instalado em veículos com a finalidade de reconhecer o momento da mudança de marcha…(Assim – alegam alguns, o condutor surdo pode acompanhar visualmente a aceleração e efetuar adequadamente a troca de marcha) OBS: Mas segundo outras opiniões não se recomenda ficar olhando o conta-giros para trocar de marcha. Então como o condutor surdo vai saber se dever trocar de marcha se não pode ficar olhando para o equipamento constantemente?

Resposta:

– Já existem dispositivos em que o acelerador dá uma pequena vibração avisando que o carro está com aceleração inadequada.

6ª) E quando um outro carro estiver buzinando, como o condutor surdo pode perceber? Bem, neste caso já existe sensor de ruído que capta a frequência do som e aciona uma luz vermelha que acende no painel.

7ª) No exterior, condutores surdos compram carros com “câmbio automático”. Esses evitam que o motor passe da rotação adequado.

8ª) Normalmente é o condutor surdo quem leva a culpa nas colisões, atropelamentos e demais casos de imprudências. (São os galopes e coices desta sociedade sem conhecimento)

9ª) Para alguns, a obtenção da CNH eleva a autoestima e estimula a independência do condutor surdo.

10ª) A divulgação de que o surdo pode obter a CNH – até mesmo para os próprios surdos – ainda é pouco divulgada. (Ainda estamos prisioneiros desta modalidade de mídia)

11ª) No mundo aproximadamente 0,1% das crianças nascem com problemas auditivos severos e profundos. (Somente hoje, 20.08.2016 até às 17h08min, nasceram aproximadamente 840 crianças nesta situação)

12ª) Como o surdo pode se comunicar com o “instrutor de direção” para que possa entender as suas instruções, tendo que prestar a atenção na via durante uma aula, por exemplo? Alguns sugerem que o instrutor e o examinador façam sinais previamente combinados de “dobra à direita”, “dobra a esquerda”, “estacione”, “pare” etc, com as mãos bem perto da direção. (Outros colocam cartões de inscrição perto do volante – o surdo olha e entende)

13ª) Estudos (?!) comparando condutores surdos e condutores ouvintes, sugerem que os surdos têm menos acidentes e infrações de trânsito…É possível que as pessoas surdas conduzam veículos com mais segurança, pois têm uma melhor concentração. O surdo melhora os outros sentidos, tornando-os mais sensíveis ao movimento e aos arredores visuais. (Será constatação ou simples narrativa dos que informam estes estudos?)

14ª) Pelo menos 26 países não permitem que pessoas surdas tenham a carteira de motorista.

15ª) A sociedade ainda desconhece o tema “Pessoas com deficiência” e a falta de informações origina rara presença dessa temática em noticiários.

Os bons hábitos sociais se aprendem praticando, compreendendo e apreciando…por isso devem ser vividos, conhecidos e sentidos.

Necessitamos superar este modelo equivocado, onde o cidadão encontra-se solitário, perdido, e mais isolado do que nunca.

Estamos caminhando feito objetos na busca do centro de gravidade…totalmente desconcertados tanto pela rigidez do nosso individualismo como pela exclusão que praticamos aos diferentes.

Precisamos abandonar as estratégias de curto prazo assim como aqueles discursos tão destituídos de talento…o que significa adotar um novo olhar sobre o que já existe, a fim de provocar mudanças substanciais.

Não devemos continuar partidários da tolerância, e nem juiz ou delator…devemos sim acertar o passo, rumo a esse mal-entendido ridículo e exagerado que é o descaso aos que precisam.

A necessidade mais extrema é sem dúvida inibir o preconceito…e isso deve acontecer a qualquer preço e por qualquer método, por mais severo ou até impraticável que seja, para que o “conviver igualitário” não se desfaça em fumaça.

Devem existir alternativas…uma terceira alternativa?

Bem, o que importa é que ponha fim à opção de entrarmos de mãos e pés amarrados, nesta realidade de consenso bastante precário.

Não existem muitas armas, e acima de tudo, nenhuma que seja ainda eficaz…então nos resta a conscientização e a busca por soluções que tenham continuidade, pois serão elas que precisaremos no amanhã “usar”. (Ou você prefere casar e se dedicar a obras de caridade? – sorriso –)

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