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Maconha: uma droga nada inofensiva 

Maconha: uma droga nada inofensiva

Legalização da maconha

A perigosa permissividade quanto ao uso da maconha ganha mais um espaço no mundo. Os adeptos da cannabis sativa e a chamada corrente progressista, que insistem na legalização de drogas no mundo, estão em êxtase. A regulamentação do uso e plantio da erva maldita está concretizada no Colorado (EUA). O senado uruguaio, mesmo contrariando boa parte da população, também aprovou o projeto de lei que regulamenta o plantio, o cultivo, o comércio, a distribuição e o uso da maconha.

Tais decisões têm a premissa de que a guerra contra o tráfico no mundo foi derrotada e que é preciso enfraquecer o poder dos traficantes. Melhor, portanto, dizem os defensores da legalização, criar uma nova categoria de usuários e/ou dependentes: os maconheiros oficiais, todos devidamente cadastrados e controlados pelo Estado.

Medida extremamente ousada e perigosa. Um verdadeiro tiro no escuro, onde a consequência mais óbvia será o aumento de doenças psiquiátricas, do número de usuários e de dependentes. É o que se pode chamar de indução oficial e facilitação ao uso de drogas. Começa-se pela cannabis, como supostamente uma droga menos ofensiva, e estende-se o tapete para que mais e mais jovens ingressem no caminho das drogas mais pesadas.

O consumo da cannabis nada tem de inofensivo. O efeito das constantes mutações genéticas do THC, o princípio ativo da maconha, a tornou uma droga muito mais potente e danosa ao ser humano. Recente pesquisa da Universidade de York, no Reino Unido, mostrou que a mudança na classificação da maconha, em 2009, para o grupo de drogas com risco mais baixo à saúde, coincidiu com um aumento significativo de internações hospitalares por psicose.O estudo comparou internações de 1999 a 2010 para observar alterações associadas a esta reclassificação e constatou aumento nos períodos em que a droga estava no grupo de baixo risco. Estudo mais recente ainda afirma que o uso contínuo da cannabis pode causar alterações na estrutura do cérebro, parecidas com as da esquizofrenia. Um levantamento inédito, publicado na revista “Época” (16/11/13), mostrou também que a taxa de óbitos por consumo de drogas ilícitas cresceu cerca de 700% no país, entre os anos 2000 e 2011.

Estariam então os governos preparados, em seu setor de saúde, para abrigar um número crescente de doentes psicóticos? Tais medidas não teriam como intuito também arrecadar mais impostos? E os traficantes de drogas? Deporão seus arsenais ante a legalização de entorpecentes? Devemos lembrar, inclusive, que em recente visita ao Brasil o Papa Francisco afirmou, de forma sensata, que a solução contra o mal do século (a droga) não é a sua liberação. A prevenção, o tratamento de dependentes, a autoestima e o firme e inteligente combate ao tráfico continuam sendo as formas mais eficazes de conter o avanço das drogas no mundo.

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