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Motos: Prevenir é melhor que remediar 

Motos: Prevenir é melhor que remediar

Acidentes com motos

O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) está completando 15 anos de vigência em 2013 e muito tem se falado sobre sua eficácia e sobre os malefícios que os acidentes, melhor dizendo sinistros de trânsito, repercutem em milhares de pessoas e famílias a todo ano.

Segundo dados da Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares) a frota circulante de motos em Santa Catarina é de 966.945 motos. No período de 2002 a 2013 houve um crescimento de 219,36%, o quê, por si só, já é uma causa para o aumento de acidentes e mortes nesta categoria de veículo. Já o Rio Grande do Sul possui 1.097.103 motos, o quê representou um crescimento de 185,46% de 2002 a 2013.

Com relação a acidentes de trânsito com motocicletas em SC, a PRF (Polícia Rodoviária Federal) revelou que no primeiro trimestre de 2013 houve 886 acidentes com motos resultando em 22 mortes. Em 2012 foram 3.732 acidentes com 110 mortes e 4.021 feridos, destes 2.688 ficaram hospitalizados. Um detalhe importante em 2012, é que Santa Catarina foi o estado que mais registrou multas por excesso de velocidade (182 mil), além de ter o trecho de estrada federal mais perigoso do Brasil, a BR101 (entre os Kms 200 e 210), onde 30% dos acidentados são motociclistas.

Muito se apregoa que outras causas para essa situação funesta são a má formação do motociclista, a imprudência, o transporte público ineficiente e caro, bem como a falta de uma fiscalização mais rígida.

O reflexo são perdas monstruosas de cifras da saúde para recuperar os motociclistas, o aumento do DPVAT e o aumento de acidentes de trabalho. Acidentes de trabalho, isso mesmo! Mas não predominantemente com os motoprofissionais, aqueles que usam a moto como instrumento de trabalho, como se poderia imaginar à primeira vista, mas sim com os mototrabalhadores, aqueles que usam a moto como veículo de transporte pessoal.

Segundo levantamentos existentes, são estes que usam a moto como veículo de transporte diário em substituição ao transporte público os que mais se envolvem em acidentes atualmente.

O Instituto Sobremotos, uma OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público registrada no Ministério da Justiça), alerta que se o trabalhador sofrer um acidente de moto no caminho de deslocamento para o seu trabalho ou voltando do mesmo com motocicleta própria, isso é considerado um acidente do trabalho, inclusive nos intervalos destinados à refeição ou descanso realizados dentro ou fora do ambiente de trabalho, segundo a Lei nº 8213/1991, artigo 21, alínea “d”. Nestes casos, deve o empregador abrir uma CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho) para a Previdência do Trabalho e, caso se exija o afastamento por mais de 14 dias, o empregado passa a gozar do benefício auxílio acidente e ganha direito à estabilidade provisória no emprego por 12 meses.

Para evitar tal situação, várias empresas já têm proporcionado palestras e cursos sobre condução defensiva, cuidados com manutenção e uso correto de EPIs (equipamentos de proteção individual) para funcionários usuários de motos, ainda que estes não usem a moto diretamente para fins profissionais, a fim de terem menos problemas com afastamentos do trabalho, ou seja, incentivar a pilotagem segura nos empregados é lucro para empresa. É um benefício que demonstra uma preocupação global para com o empregado e sua família.

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