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Os exames e as questões de múltipla escolha na prova do Detran 

Os exames e as questões de múltipla escolha na prova do Detran
Questões de múltipla escolha
Foto: Divulgação Detran/PR

O formato questões de múltipla escolha é um mal necessário. Certamente não é o ideal para avaliar conhecimentos de todos os conteúdos envolvidos no processo de formação de condutores. Mas atende bem a necessidade dos DETRANs, pois permite a correção automatizada do enorme volume de exames aplicados a cada mês. Seria tarefa extremamente difícil e oneroso, para um DETRAN, corrigir provas de questões discursivas, por exemplo. Sendo assim, o formato múltipla escolha tornou-se padrão nos exames teóricos do curso de formação de condutores e, por extensão, para todas as avaliações realizadas pelos DETRANs de todo país.

Certamente que, com o franco desenvolvimento da inteligência artificial, um dia será possível automatizar a correção de provas de qualquer formato, inclusive respostas discursivas escritas à mão ou digitadas, com escolha de campos, preenchimento de lacunas e até mesmo faladas ou desenhadas. Mas estamos longe desse nível tecnológico. Então nos CFCs continua existindo a demanda de preparar os candidatos a primeira habilitação para um exame onde o banco de questões, tradicionalmente, deixa a desejar.

E não se trata apenas de questões mal elaboradas. Os desafios vão desde não errar na estrutura da pergunta e das opções de resposta, até à seleção adequada dos assuntos. Criar uma boa questão múltipla escolha não é tarefa fácil. A começar pelo fato de que o formato não é adequado para todos os assuntos. 

“Se eu quiser saber o quanto o aluno sabe de um aspecto factual do conteúdo, como o significado de uma determinada placa, é possível exibir uma imagem, listar algumas possíveis respostas e pedir para o aluno apontar a definição correta. Mas se eu quiser que aluno avalie uma determinada situação do cotidiano do trânsito e que faça um análise de qual seria o comportamento mais adequado a ser adotado pelo condutor, eu precisaria de uma resposta discursiva, escrita ou falada, para captar o quanto este aluno compreende o assunto e é capaz de tomar decisões com base neste conhecimento”, afirma Celso Alves Mariano, educador e especialista em trânsito.

O formato questões de múltipla escolha não é o ideal porque limita muito a necessária verificação do conhecimento. Aspectos importantíssimos da capacidade do aluno aplicar os conhecimentos adquiridos no seu novo papel, de condutor, no trânsito, simplesmente deixam de ser avaliados. Ou pior: questões mal elaboradas aplicadas no processo de avaliação resultam em um diagnóstico pouco confiável da real capacidade do aluno.

Mesmo assim, segundo Mariano, é possível elaborar boas questões de múltipla escolha e garantir uma confiabilidade mínima na capacidade demonstrada pelo candidato a primeira habilitação em seu exame teórico. 

Este assunto já foi abordado aqui na Seção PARA O SEU CFC (veja aqui e aqui ) , evidenciando o quanto o tema é importante para a qualidade da formação de condutores em nosso país. “No geral o que se percebe é que os DETRANs pecam gravemente por não darem a devida importância à qualidade de seus bancos de questões, mantendo perguntas desatualizadas, com erros estruturais e até conceituais, além de problemas que levam à decoreba, como a não renovação ou a baixa quantidade de questões em seu acervo”, diz Mariano.

Diretores de Ensino e Instrutores devem saber que aplicar simulados e estimular os alunos a estudarem por questões é muito importante, tanto pelo exercício direto no formato de avaliação do exame teórico que irão enfrentar, quanto porque, como método de estudo, o esforço para responder “boas questões” contribui muito para a compreensão e fixação dos conteúdos.

Ao estudar por questões, o aluno tem um poderoso estímulo para ir atrás do conhecimento, para conseguir responder o que ainda não sabe, ou não tem certeza de que sabe. E há vários benefícios adicionais como ajudar a entender a “cultura” do DETRAN, aliviando a tensão por passar a ter uma ideia do que vai se perguntado na prova e de como será a abordagem dos assuntos.

Fontes

Alguns DETRANs mantém páginas com acesso a parte de seus bancos de questões. Instrutor: acesse com seus alunos primeiro as questões do DETRAN do seu estado e depois, como um exercício para mostrar a diversidade brasileira nesta área, as provas dos outros estados. Lembre-se: a CNH é nacional e seus alunos estarão se habilitando para conduzir veículos em todo território nacional. Ter uma ideia de como os DETRANs de outros estados tratam o tema trânsito é um bom exercício de cidadania, inclusive.

Veja aqui 
Materiais didáticos de qualidade

Boas questões de múltipla escolha existem e estão disponíveis nos bons materiais didáticos. Celso Mariano, da Tecnodata Educacional explica:

“Para saber se uma questão é realmente adequada olhamos para ela e ‘fazemos perguntas’: Ela é relevante para o cotidiano e condizente com o que se espera do condutor? É importante para a segurança do trânsito? Está escrita em linguagem simples e direta, de forma compreensível para os candidatos? Define o item importante que está sendo avaliando? Considerando o cunho estritamente técnico ou legal, a abordagem demonstra bom-senso? Ela apresenta enfoque legalmente atualizado? Todos estes questionamentos devem ter um sim como resposta. Se isso acontecer, ok, estamos diante de uma boa e útil questão. Estes são os critérios utilizados na elaboração do Banco Nacional de Questões da Tecnodata Educacional”, diz o especialista.

Saiba mais:

Questões em Vídeo – já estão disponível para os clientes Tecnodata das linhas Transitare, Condutor Nota 10 e Linha Tradicional sete programas com a análise e resolução de questões típicas utilizadas pelos DETRANs de todo país. Conheça os vídeos-piloto do Questões em Vídeo clicando aqui.

Ainda não é cliente? Ligue 0800 600 1800

Programa Nós do Trânsito – Edição 27 – Celso Mariano e Rodrigo Santos abordam o tema qualidade das questões das provas dos DETRANs 

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