Brasileiros perdem mais de 130 horas por ano no trânsito e mudam a forma de escolher onde morar

Levantamentos mostram que o tempo gasto nos congestionamentos faz crescer a procura por imóveis próximos ao trabalho, escolas, comércio e transporte público.


Por Assessoria de Imprensa
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O tempo perdido no trânsito está mudando a forma como muitas pessoas escolhem onde morar. Imóveis próximos a serviços, comércio e opções de mobilidade ganham cada vez mais espaço na decisão de compra. Foto: Divulgação

Passar horas preso no trânsito deixou de ser apenas um incômodo diário e passou a influenciar uma decisão importante: onde morar. Com congestionamentos cada vez mais frequentes nas grandes e médias cidades, a localização dos imóveis ganhou ainda mais peso para quem busca reduzir o tempo gasto nos deslocamentos e melhorar a qualidade de vida.

Segundo o TomTom Traffic Index 2025, os motoristas brasileiros passam mais de 130 horas por ano parados no trânsito durante os horários de pico. O equivalente a mais de cinco dias inteiros perdidos em congestionamentos.

Esse cenário ajuda a explicar uma mudança observada no mercado imobiliário: cresce o interesse por imóveis localizados próximos ao trabalho, escolas, comércio, serviços e alternativas de mobilidade.

Localização ganha importância

A busca por praticidade aparece também em levantamento da ABRAINC, realizado em parceria com a Brain Inteligência Estratégica.

De acordo com a pesquisa, 65% dos compradores afirmam que pagariam acima da média por um imóvel bem localizado, evidenciando que a proximidade de serviços essenciais passou a ser um dos principais critérios na decisão de compra.

Na prática, isso significa reduzir a dependência do carro para atividades do dia a dia, como levar os filhos à escola, ir ao supermercado, realizar consultas médicas ou acessar opções de lazer.

Mobilidade influencia o mercado imobiliário

Para especialistas do setor, a mobilidade urbana passou a fazer parte do conceito de qualidade de vida.

Conforme Clóvis de Albuquerque Filho, diretor comercial da Procave, a localização interfere diretamente na rotina das famílias.

“Um imóvel bem localizado permite que o morador reduza deslocamentos e tenha acesso mais fácil aos serviços que usa todos os dias. Poder levar o filho à escola a pé, ir ao shopping, ao mercado, a uma consulta médica ou a um restaurante sem depender de grandes trajetos muda a relação da família com o imóvel.”

O executivo destaca ainda que empreendimentos próximos a centros comerciais e empresariais tendem a oferecer maior praticidade para quem trabalha e utiliza diversos serviços diariamente.

Menos tempo no trânsito, mais qualidade de vida

Especialistas apontam que a redução do tempo gasto nos deslocamentos produz reflexos que vão além da economia de combustível.

Percursos menores podem representar mais tempo disponível para lazer, convivência familiar, atividade física e descanso, além de diminuir o estresse provocado pelos congestionamentos.

Nesse contexto, bairros que oferecem boa infraestrutura urbana, comércio diversificado e facilidade de deslocamento tornam-se cada vez mais valorizados.

Empreendimentos acompanham essa tendência

O setor da construção civil também vem adaptando seus projetos a esse novo perfil de consumidor.

Além de priorizar localizações próximas a serviços e equipamentos urbanos, muitos empreendimentos passaram a investir em áreas compartilhadas, espaços para bicicletas, coworkings e ambientes de convivência que complementam a rotina dos moradores.

De acordo com a Procave, um exemplo desse conceito é o Space Soul, em Itajaí (SC), empreendimento localizado na região central da cidade, próximo a centros comerciais, serviços de saúde, supermercados, restaurantes e ao ferry boat que faz a ligação com Navegantes, onde está localizado o aeroporto da região.

Crescimento das cidades amplia o desafio

Para Clóvis de Albuquerque Filho, o crescimento das cidades reforça ainda mais a importância da localização.

“Itajaí vive um ciclo de crescimento econômico, imobiliário e populacional muito forte, e isso naturalmente aumenta a pressão sobre a mobilidade urbana. Quando uma cidade cresce, os deslocamentos passam a pesar mais na rotina das famílias. Por isso, imóveis em regiões centrais e já consolidadas ganham relevância, especialmente quando permitem que o morador resolva parte importante da rotina sem depender de grandes deslocamentos.”

À medida que os congestionamentos se tornam parte da rotina urbana, morar perto do trabalho, dos serviços e das opções de transporte deixa de ser apenas um diferencial e passa a representar uma estratégia para recuperar tempo, reduzir deslocamentos e tornar o dia a dia mais prático.

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