
Em 2025, o Brasil virou um termômetro claro do que muda no consumo de jogos. O dado que chama a atenção é simples: 82,8% dos brasileiros consomem games. É o maior patamar da série histórica da Pesquisa Game Brasil (PGB) – e um salto de 8,9 pontos sobre 2024. Não é moda passageira. É rotina, renda e cultura digital se encontrando todos os dias.
Outra virada: o smartphone segue líder, mas perdeu terreno. A PGB 2025 indica 40,8% de preferência pelo celular (–8 p.p.), enquanto consoles subiram para 24,7% (+3 p.p.) e PC para 20,3% (+5,5 p.p.). O brasileiro não abandonou o mobile; só está subindo o nível de engajamento e investindo mais tempo em telas “grandes”.
Nos últimos anos, os e-sports deixaram de ser apenas entretenimento para se consolidarem como parte do estilo de vida digital. Plataformas de cripto-casino como a BetFury, hoje entre as mais comentadas pela comunidade local, têm se destacado ao integrar transmissões ao vivo, torneios e mercados dedicados. Nesse cenário, cresce também o interesse por apostas em Esports, que surgem como uma extensão natural da experiência de assistir campeonatos e acompanhar streamers preferidos.
O que o estudo mostra – em linguagem direta
Quem joga. A base é massiva e geracionalmente ampla. Os millennials representam quase metade do público que consome games (49,4%). A classe média responde por 44,4%. Em resumo: renda e faixa etária deixam de ser barreiras rígidas.
Onde jogamos. O celular continua prático, mas consoles e PC crescem porque entregam experiência, comunidade e catálogo que o jogador “maduro” procura. Em recorte de preferências, a PGB registra a queda do celular e a alta de console/PC.
Como pagamos. Pix virou padrão nacional e agora ganha recursos que imitam o cartão (recorrência e parcelado). Resultado: mais gente assina, compra DLC e organiza gastos digitais direto na conta. O Banco Central lançou o Pix Automático (pagamentos recorrentes) e programou o Pix Parcelado, o que tende a empurrar jogos e assinaturas para dentro do fluxo instantâneo. Em 2024, o Pix já fechou 63,8 bilhões de transações; em 2025, os novos recursos ampliam o alcance para e-commerce e serviços digitais.
Regra do jogo. A Lei 14.790/2023 consolidou apostas de quota fixa e restringiu eventos de base/menores. Para o usuário, o efeito é mais previsibilidade no que pode e no que não pode. Para marcas e plataformas, compliance virou item de sobrevivência.
Streaming, e-sports e a disputa por atenção
A audiência gamer muda rápido. Em 2024, o CBLOL bateu picos históricos; em 2025, alguns torneios oscilaram com formatos novos e eliminação precoce de equipes populares. No VALORANT Challengers BR 2025, a média cresceu 16% no Stage 1 na Twitch; sinal de que ajustes de formato e entrada de equipes Academy podem dar fôlego. Moral da história: o apetite existe, mas programação e produto fazem a curva.
E fora das ligas oficiais, marketplaces e plataformas notam o mesmo. Estudo do Mercado Ads mostrou quase 80% de alta na audiência gamer (abr/24–abr/25) e ticket médio três vezes maior que outras audiências – gente comprando hardware, periféricos e crédito digital.
| Indicador | Brasil 2025 | Variação vs 2024 | Fonte |
| Brasileiros que consomem games | 82,8% | +8,9 p.p. | PGB 2025 / matérias de divulgação |
| Plataforma preferida – Smartphone | 40,8% | –8 p.p. | PGB 2025 (PSX Brasil / SBT Games) |
| Plataforma preferida – Console | 24,7% | +3 p.p. | PGB 2025 (PSX Brasil / SBT Games) |
| Plataforma preferida – PC | 20,3% | +5,5 p.p. | PGB 2025 (PSX Brasil / SBT Games) |
| Millennials na base consumidora | 49,4% | n/d | PGB 2025 (site oficial) |
| Classe média entre jogadores | 44,4% | n/d | PGB 2025 (site oficial) |
| Pix – transações anuais (2024) | 63,8 bi | +52% a/a | Febraban (2024) |
| Pix Automático (recorrente) | lançado 16/06/2025 | — | Reuters / Bacen |
| Pix Parcelado (parcelas) | programado p/ 2025 | — | Reuters |
| CBLOL 2024 pico (exemplo de alta) | ~459,9 mil | — | Mais Esports / Esports Charts |
| VALORANT Challengers BR 2025 (média) | 8.030 | +16% | ValorantZone / Esports Charts |
Três forças por trás da mudança
1) Fricção de pagamento caiu. Com Pix instantâneo, recorrência e parcelado, o usuário decide em segundos se assina um Game Pass, compra um battle pass ou renova créditos. Para quem vende, reduz inadimplência e abre caminho para planos acessíveis.
2) Conteúdo ao vivo define hábito. Entre campeonatos oficiais e “watch parties”, o dia do jogador virou agenda de eventos. Picos e quedas de audiência dizem mais sobre calendário e formato do que sobre o “tamanho do público”.
3) Consolidação de regras. A lei de 2023 e atos regulatórios de 2024/25 aplainaram dúvidas. Marcas sérias organizam KYC, limites, RG e mecanismos de integridade. Público responde com confiança – e consumo mais previsível.
Para plataformas e marcas: o que fazer agora
- Trate o jogador como assinante. Com Pix recorrente, empacote catálogo + benefícios e facilite o “pausar/retomar”. Menos atrito, mais LTV.
- Converse onde ele assiste. Patrocínios táticos com streamers e “co-streams” têm ROI quando alinhados a calendários de ligas. O dado do Mercado Livre mostra poder de compra.
- Console e PC pedem profundidade. Otimize cross-save, cross-progression e mods. É aqui que a base “upgraded” quer ficar.
- Compliance como produto. Com a Lei 14.790/2023, clareza de regras é diferencial percebido. Mostre controles, auditorias e responsabilidade.
Vozes que resumem o momento
“Games constroem pontes e forjam laços… é sobre pessoas.” – Phil Spencer (Xbox)
“Pirataria é, quase sempre, um problema de serviço.” – Gabe Newell (Valve)
“Indies criam o futuro.” – Shuhei Yoshida (PlayStation)
Essas três ideias se encontram no Brasil de 2025: serviço bom, comunidade ativa e aposta em criatividade. O público responde na mesma moeda: tempo e dinheiro.
O recorte BetFury
No universo cripto, a BetFury ganhou tração ao falar com a cultura gamer e não só com o apostador tradicional. Quando o calendário de e-sports ferve, conteúdo + odds + saque rápido fazem a roda girar. E com Pix recorrente e parcelado chegando ao dia a dia, planos de benefícios e gestão de bankroll tendem a ficar mais simples para o usuário que assiste, joga e aposta.
O que fica para 2026
- A penetração deve estabilizar acima de 80%, enquanto consoles/PC seguem ganhando corpo entre quem já joga.
- Pix vai empurrar mais assinaturas e compras “one-click”. É provável vermos planos flex para sazonais, passes e bundles.
- A audiência de e-sports deve oscilar por liga, mas crescer onde formato e janelas de transmissão conversam com a base local.
Conclusão
O estudo de 2025 não é um retrato bonito: é manual de operação. O jogador brasileiro está mais amplo, mais exigente e melhor servido. Paga no Pix, assiste no celular, migra para console/PC quando quer profundidade, compra por conveniência e escolhe quem entrega serviço, confiança e comunidade. Quem entender essa combinação – do estúdio ao operador – vai disputar tempo de tela com vantagem.