Jovens lideram índice de fatalidades com motos nas rodovias; ocorrências aumentam 8%, alerta Arteris

Levantamento mostra que 78% dos acidentes fatais envolveram motocicletas de até 160 cc e que o comportamento do condutor está relacionado a quase metade (49%) das ocorrências nas rodovias sob responsabilidade da empresa em SP, RJ, PR e SC.


Por Assessoria de Imprensa
jovens motos rodovias
Em 2025, ações educativas do Programa Viva, entre elas o Viva Motociclista, já impactaram mais de 89 mil pessoas. Foto: Arteris

Acidentes envolvendo motociclistas cresceram 8% no primeiro semestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo levantamento da Arteris, especialista em gestão de rodovias. Nos trechos viários administrados pelas concessionárias do grupo, o número de ocorrências passou de 2.538 para 2.741 – deste total, 2.590 casos tiveram vítimas e 69 deles resultaram em mortes. O avanço dos registros acende um alerta para a segurança viária. Manobras arriscadas nas estradas, desrespeito às leis de trânsito e comportamentos imprudentes estão entre os principais fatores associados a esse aumento. 

Conforme levantamento da companhia, o descuido do motociclista esteve associado a 49% dos acidentes registrados no período analisado (1.356 casos). Entre as demais causas mais frequentes estão a perda de controle do veículo (11%), mudanças bruscas de faixa realizada por outros veículos (8%), estouro de pneu (6%) e mudança indevida de faixa realizada pelo próprio motociclista (5%). As colisões traseiras lideram os tipos de acidentes envolvendo motociclistas, representando 29% dos registros, seguidas por quedas (27%) e colisões laterais (23%). Outro dado alarmante é que, entre as 69 mortes registradas no primeiro semestre de 2026 nas rodovias administradas pela Arteris, 17% das vítimas (12 casos) estavam sem capacete no momento do acidente.

“A Arteris atua de forma integrada e contínua para promover a segurança viária, reafirmando seu compromisso inegociável com a preservação da vida. No entanto, a construção de um trânsito mais seguro também depende da conscientização dos usuários e do respeito às leis de trânsito. Nas rodovias, todo deslocamento deve ser pautado pela responsabilidade e prudência, para que todos cheguem bem em casa”, destaca José Acacio Delmonego Junior, diretor de Segurança da Arteris e diretor-superintendente da Régis Bittencourt

Aumento das ocorrências

O aumento das ocorrências acompanha também a evolução do mercado de motos, que cresceu 6,2% no primeiro semestre de 2026, de acordo com a Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares), e praticamente 50% na última década. O movimento reflete ainda o atual cenário do mercado de trabalho no país, em que um terço dos motociclistas trabalham por meio de plataformas digitais e aplicativos de serviços ou têm o veículo como ferramenta principal de renda, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

“As entregas por aplicativo têm impacto direto no tráfego, com muitos trabalhadores jovens circulando constantemente também pelas rodovias, em especial, nos trechos urbanos. Em alta velocidade, o tempo de reação é menor. Nesse caso, qualquer descuido pode trazer consequências graves, especialmente se você for um usuário mais exposto, como é o caso de quem utiliza moto. Por isso, a atenção precisa ser redobrada na rodovia. Manter distanciamento de outros veículos, fazer a manutenção preventiva da moto, respeitar as leis e não se arriscar em manobras perigosas são atitudes essenciais para evitar sinistros”, completa Junior. 

Os dados da Arteris mostram que as vítimas fatais têm um perfil predominante: motociclistas que utilizavam motos de baixa cilindrada. O detalhamento do levantamento revela que 78% das mortes registradas no primeiro semestre de 2026 envolveram veículos com até 160 cc.

As vítimas são majoritariamente homens (84%) e jovens entre 21 e 30 anos, faixa etária que concentra 30% dos óbitos registrados. Em comparação com 2025, a participação das motocicletas de até 160 cc nas ocorrências fatais cresceu de 72% para 78%. Dessa forma, reforçando a vulnerabilidade desse perfil de condutor nas rodovias.

Atuação integrada em prol da valorização da vida 

A Arteris possui uma forte atuação na área de segurança viária, baseada em estudos técnicos, pesquisas de comportamento, análise de tráfego, mapeamento de acidentes, aplicação de novas tecnologias e ações educativas para reduzir acidentes e mortes nas rodovias que administra, em ações coordenadas junto às concessionárias que compõem o grupo. 

Cada concessionária possui seu próprio Plano de Redução de Acidentes (PRA), elaborado pelo Grupo Estratégico de Redução de Acidentes Rodoviários (Gerar). Ele é estruturado em três pilares:

Esse esforço contínuo, alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (Organização das Nações Unidas), principalmente ao ODS 3 (Saúde e Bem-estar), resultou na queda de 11,8% nas fatalidades e de 6,4% no total de acidentes em 2025, no comparativo com o ano anterior, além de redução de 15% no IF3 (número de fatalidades ponderadas pelo tráfego) no mesmo período, progredindo na meta da Agenda ESG, relacionada à diminuição do índice.

Dicas de segurança

Sair da versão mobile