
O Rio de Janeiro aparece como o estado brasileiro com a menor taxa proporcional de mortes no trânsito, segundo levantamento do Centro de Liderança Pública (CLP). Os dados integram o “Ranking de Competitividade dos Estados 2026”, que será lançado oficialmente em agosto, e reforçam o debate sobre segurança viária durante o Maio Amarelo.
De acordo com o estudo, o estado registrou 7,42 mortes no trânsito para cada grupo de 100 mil habitantes, índice significativamente inferior à média nacional, que ficou em 21,35 mortes na mesma proporção populacional.
O levantamento também aponta que o Rio responde por 1,31% das mortes no trânsito no país por grupo analisado, percentual considerado baixo diante do porte populacional e territorial do estado.
São Paulo aparece na sequência entre os estados com menores índices de mortalidade no trânsito, com taxa de 11,24 mortes por 100 mil habitantes. O Amapá ocupa a terceira posição nacional, com índice de 12,82.
Conforme o diretor-presidente do CLP, Tadeu Barros, os resultados demonstram a importância de políticas públicas permanentes voltadas à segurança viária.
“A redução de mortes no trânsito passa por um esforço coletivo. Quando há um conjunto de políticas públicas integrado e eficiente é possível avançar na construção de cidades mais seguras e humanas. Os resultados alcançados reforçam ainda a importância de campanhas contínuas de educação e conscientização, que ajudam a fortalecer uma cultura de respeito à vida no trânsito”, afirma.
Sul e Sudeste concentram melhores resultados
Na análise por regiões, os estados do Sul apresentaram, em média, os menores índices proporcionais de acidentes fatais no trânsito. A região registrou taxa média de 58,63 mortes por 100 mil habitantes.
Dentro desse cenário, o Rio Grande do Sul aparece como o estado mais bem posicionado da região Sul, ocupando a sexta colocação nacional, com taxa de 15,91 mortes por 100 mil habitantes.
Já a região Sudeste ficou em segundo lugar no ranking regional, com média de 59,25 mortes por 100 mil habitantes.
Os dados ajudam a evidenciar como diferenças regionais em infraestrutura, fiscalização, mobilidade urbana e políticas públicas podem impactar diretamente os índices de segurança viária.
Capitais também apresentam diferenças expressivas
O levantamento do CLP também analisou as capitais brasileiras. Nesse recorte, São Paulo lidera o ranking nacional com a menor taxa proporcional de mortalidade no trânsito: 2,86 mortes para cada grupo de 100 mil habitantes.
O Rio de Janeiro aparece na segunda posição entre as capitais, com índice de 4,10 mortes por 100 mil habitantes.
Os números reforçam a importância de estratégias contínuas de prevenção, fiscalização e educação no trânsito, especialmente em grandes centros urbanos, onde o fluxo intenso de veículos e a alta concentração populacional costumam aumentar os riscos de sinistros.
Segurança viária depende de políticas integradas
De acordo com o CLP, a redução das mortes no trânsito depende de uma combinação de medidas estruturais, educativas e de fiscalização.
Entre as ações consideradas fundamentais pela entidade estão:
- fortalecimento da legislação de trânsito;
- fiscalização efetiva de comportamentos de risco;
- investimentos em infraestrutura viária;
- melhoria da sinalização;
- campanhas de conscientização;
- uso de radares e blitze;
- renovação da frota;
- melhoria do atendimento às vítimas.
O levantamento é divulgado em um momento em que o Brasil volta a discutir a necessidade de políticas públicas permanentes para redução da violência no trânsito, especialmente diante dos altos números nacionais de mortes e feridos registrados todos os anos.