Falta de preferência a ambulâncias em emergência preocupa autoridades de trânsito no Brasil

alta de preferência a ambulâncias em atendimento de emergência preocupa autoridades de trânsito. Entenda o que diz a lei e por que o motorista não é multado ao abrir passagem.


Por Redação
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Dar passagem a uma ambulância em atendimento de emergência é mais do que um gesto de empatia: é uma obrigação prevista nas normas nacionais de trânsito. Foto: Shebeko para Depositphotos

A dificuldade de motoristas em dar passagem a ambulâncias em deslocamento de emergência tem sido motivo de alerta em todo o país. A situação é recorrente no trânsito urbano brasileiro e envolve, principalmente, desinformação sobre a legislação e medo de cometer infrações, fatores que acabam atrasando atendimentos que podem ser decisivos para salvar vidas.

De acordo com as regras nacionais de trânsito, ambulâncias em atendimento, identificadas por sinais sonoros e luminosos ligados, têm prioridade absoluta de circulação. Isso significa que todos os demais condutores devem adotar medidas para facilitar a passagem desses veículos, sempre com segurança, ainda que seja necessário realizar manobras excepcionais.

Medo de multa ainda trava a reação dos motoristas

Um dos principais obstáculos observados pelas autoridades de trânsito é o receio dos condutores de serem multados ao avançar o sinal vermelho, ultrapassar a linha de retenção ou sair momentaneamente da faixa de circulação para abrir espaço à ambulância. Esse medo, no entanto, não encontra respaldo na legislação quando a manobra tem como finalidade permitir a passagem de um veículo de emergência.

Em vias monitoradas por fiscalização eletrônica, os registros de infrações passam por análise. Quando fica caracterizado que a manobra ocorreu para dar prioridade a uma ambulância em atendimento, a autuação pode ser cancelada administrativamente, sem prejuízo ao motorista.

Mesmo nos casos em que o veículo de emergência não apareça claramente na imagem do radar ou do semáforo, o condutor tem o direito de apresentar recurso, anexando elementos que comprovem a situação de urgência. Confirmada a ocorrência, o auto de infração é arquivado.

Situação frequente nas cidades brasileiras

A dificuldade em abrir passagem não é um episódio isolado. Em diferentes cidades, é comum observar ambulâncias enfrentando lentidão mesmo em vias com mais de uma faixa de rolamento. Em muitos casos, os veículos permanecem alinhados, sem formar o chamado “corredor de emergência”, prática recomendada para garantir o deslocamento rápido e seguro do socorro.

Esse comportamento, além de contrariar a legislação, compromete diretamente o tempo de resposta dos serviços de saúde, especialmente em ocorrências graves, como acidentes de trânsito, paradas cardiorrespiratórias e outras situações críticas.

O que a lei determina

A legislação de trânsito brasileira estabelece que veículos destinados a socorro de incêndio, salvamento, polícia e atendimento de emergência médica têm prioridade de circulação quando em serviço. Diante da aproximação de uma ambulância com sirene e giroflex acionados, o condutor deve:

A prioridade concedida às ambulâncias não é uma liberalidade, mas um dever legal imposto a todos os usuários das vias.

Educação no trânsito é fundamental

Especialistas em segurança viária apontam que a recorrência do problema evidencia a necessidade de ações educativas contínuas. Muitos motoristas desconhecem que, ao agir corretamente para facilitar o socorro, estão amparados pela lei.

Campanhas de conscientização têm papel fundamental para reforçar que o pequeno transtorno momentâneo causado ao trânsito é irrelevante diante da possibilidade de salvar uma vida.

A atitude correta do condutor pode reduzir significativamente o tempo de atendimento e fazer a diferença no desfecho de uma ocorrência.

Dar passagem a uma ambulância em atendimento de emergência é mais do que um gesto de empatia: é uma obrigação prevista nas normas nacionais de trânsito. A orientação das autoridades é clara: ao identificar um veículo de emergência em serviço, o motorista deve colaborar, agir com responsabilidade e confiar que a legislação protege quem atua corretamente.

Em um trânsito cada vez mais complexo, informação e consciência coletiva seguem sendo ferramentas essenciais para garantir fluidez, segurança e, principalmente, a preservação de vidas.

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