
Os serviços de transporte por aplicativo se tornaram praticamente essenciais no Brasil. Um parâmetro disso é a quantidade de pessoas que o utilizam frequentemente: segundo dados da Confederação Nacional do Transporte, a porcentagem de pessoas que pedem corridas em carros particulares quase empata com o número de usuários de transporte coletivo.
Essa demanda é crescente, apesar dos custos mais elevados que o do transporte coletivo. E um efeito gerado por essa procura é o aumento de pessoas trabalhando nos aplicativos de transporte. A maior flexibilidade de horário e a possibilidade de fazer uma boa renda atraem novos motoristas.
A realidade da renda dos motoristas de app
Muitos também enxergam no aplicativo uma maneira de fazer um dinheiro extra entre uma viagem e outra para o trabalho, por exemplo, ou aos finais de semana. Para outros, é uma maneira de não ficar parado, seja por questões de falta de um emprego formal ou por uma questão de realocação no mercado de trabalho.
E um estudo recente feito pela Fundação Getulio Vargas (FGV) afirma que é possível ter uma renda estável trabalhando nos aplicativos mesmo com as constantes variações de demanda, o que significa que os ganhos não são fixos.
O mesmo estudo mostra que a renda pode, inclusive, ser maior, quando comparada com o nível de escolaridade em outras ocupações. Um trabalhador de aplicativo que possui somente o ensino médio pode ganhar até 50% mais do que outro que exerce uma profissão que exige essa escolaridade para ocupar o cargo.
Desafios para os motoristas nas ruas
O transporte por aplicativo, além de contribuir de alguma maneira com a diminuição das taxas de desocupação, causa, por outro lado, impacto no trânsito. Por determinada ótica, este impacto pode ser positivo, ao levar mobilidade para locais em que o transporte público é ineficiente, por exemplo, por vezes com mais conforto e, geralmente, de forma acessível.
Contudo, há grandes desafios para os motoristas. Um deles é encarar o trânsito pesado, principalmente das grandes cidades. Um número maior de viagens por aplicativo representa mais carros nas ruas, o que pode ser notado principalmente em horários de pico.
Momentos de grande demanda também podem trazer problemas ao trânsito. É o que acontece nas saídas de casas de shows, espetáculos e estádios, quando o acúmulo de pessoas solicitando viagens pode trazer algum transtorno local.
Oportunidades de faturar mais
Para o motorista, porém, é uma oportunidade de faturar que não pode ser desperdiçada. Afinal, nessa hora, entra o chamado preço dinâmico, que nada mais é do que uma tarifa mais alta que surge em determinados locais em que há mais solicitações de corridas por app do que carros disponíveis para aceitá-las. Ou seja, uma questão de oferta e demanda.
Por essa razão, muitos trabalhadores por aplicativo optam por trabalhar em horários alternativos, quando a procura por serviços de transporte é maior. Não é raro também trabalharem muitas horas. Na Grande São Paulo, a jornada média de um profissional é de cerca de 60 horas, para uma renda de pouco mais de R$ 4 mil.
Para que a renda seja maior, é preciso, inclusive, usar alguns recursos. Um deles é saber onde abastecer. O preço do combustível varia de região para região dentro da mesma cidade, muitas vezes. Gastar menos com o item pode representar uma margem de lucro maior no final do mês.
Outra maneira é procurar bons preços de aluguel de carro para Uber. Saber escolher um modelo adequado de carro para motorista de aplicativo, isto é, nem tão caro, econômico, mas também potente e robusto, pode ser o diferencial para uma lucratividade mais interessante.
No mais, o transporte por aplicativo veio para ficar e não para de crescer. Aderir ao app pode ser tanto uma maneira de ganhar dinheiro trabalhando todos os dias ou uma forma de fazer um dinheiro extra sempre que surge uma oportunidade.