
São Paulo está entre as dez cidades mais estressantes do mundo para motoristas de veículos comerciais leves, segundo um novo levantamento da MoneySuperMarket. A capital paulista ocupa a 8ª posição entre as cidades com pior avaliação, com nota geral de 4,6 em uma escala de zero a dez.
O estudo foi desenvolvido para avaliar as condições enfrentadas especificamente por motoristas de vans utilizadas para fins profissionais. Para elaborar o índice, foram considerados cinco fatores capazes de interferir na rotina desses trabalhadores: facilidade para abastecer ou recarregar o veículo, estacionamento, interrupções nas vias, taxas, cobranças e congestionamento.
Quanto maior a pontuação, mais positiva se considera a experiência de dirigir naquela cidade. Dessa forma, notas menores indicam condições consideradas mais difíceis para os motoristas.
No ranking das cidades mais estressantes, São Paulo ficou atrás de Bogotá, Cidade do México, Guadalajara, Bangkok, Lima, Mumbai e Lagos.
São Paulo recebeu nota baixa em congestionamento
Entre os diferentes aspectos analisados, o congestionamento foi o ponto de pior desempenho de São Paulo.
A cidade recebeu nota 3,3 de 10 nesse quesito. Em abastecimento, a pontuação foi 3,5; estacionamento recebeu 4,3; interrupções no trânsito, 5,0; e taxas e cobranças, 7,0. A nota geral ficou em 4,6.
O levantamento considera como interrupções situações como acidentes, panes, obras e fechamento de vias. Já o critério relacionado às taxas leva em conta cobranças adicionais que podem fazer parte da rotina de circulação dos veículos.
A análise ganha relevância especialmente para quem utiliza o veículo como instrumento de trabalho. Congestionamentos, dificuldades para estacionar e interrupções inesperadas podem interferir diretamente no planejamento das rotas e da jornada.
Bogotá lidera ranking das cidades mais estressantes
A cidade considerada mais difícil para motoristas de vans foi Bogotá, na Colômbia, com apenas 2,9 pontos de dez. A capital colombiana também apresentou a menor pontuação entre as dez primeiras no critério relacionado às interrupções, com nota 1,8.
Na segunda posição aparece a Cidade do México, com nota geral 3,3. Guadalajara, também no México, ocupa o terceiro lugar, com 3,7.
Na sequência aparecem Bangkok, na Tailândia, com 3,9; Lima, no Peru, com 4,2; Mumbai, na Índia, e Lagos, na Nigéria, ambas com 4,4. São Paulo aparece logo depois, com 4,6.
Kuala Lumpur, na Malásia, e Monterrey, no México, completam as dez cidades com pior avaliação.
Cidades nórdicas aparecem no outro extremo
Se cidades latino-americanas têm presença significativa entre as piores posições, no outro lado do ranking aparecem cidades de países nórdicos.
Turku, na Finlândia, foi considerada a cidade menos estressante para dirigir uma van, alcançando nota geral 9,0 de dez.
Conforme o levantamento, a cidade recebeu nota máxima no critério relacionado às taxas porque não há cobranças por congestionamento, zonas de baixa emissão ou pedágios. Turku também obteve 9,4 no quesito congestionamento.
Reykjavik, na Islândia, aparece na segunda colocação, com 8,7 pontos, seguida por Tampere, na Finlândia, com 8,4. Minsk, em Belarus, e Darwin, na Austrália, completam as cinco primeiras posições.
A Finlândia ainda colocou uma terceira cidade entre as dez melhores: Helsinki ocupa a décima posição, com nota 8,1.
O que torna a rotina desses motoristas mais difícil?
O estudo chama atenção para fatores que vão além do tempo parado no trânsito. Para um motorista que utiliza uma van profissionalmente, a disponibilidade de estacionamento, a facilidade de abastecimento, obras inesperadas e restrições à circulação podem modificar toda a programação do dia.
“Disponibilidade de estacionamento e taxas de congestionamento, além do risco de obras inesperadas em sua rota, são complicações que podem tornar a jornada de um motorista de van mais estressante. Portanto, seja você um entregador ou esteja indo para um local de trabalho, a cidade em que dirige sua van pode fazer uma enorme diferença em sua jornada, e nossa nova pesquisa destaca o quanto uma cidade pode ser diferente da outra”, afirma Alicia Hempsted, especialista em seguros para vans da MoneySuperMarket, em tradução livre.
Deve-se interpretar o resultado de São Paulo dentro desse recorte: o levantamento não mede genericamente o nível de estresse de todos os motoristas da cidade, mas as condições encontradas por quem dirige vans e veículos comerciais leves utilizados profissionalmente.
Ainda assim, a presença da capital paulista entre as dez últimas posições evidencia como congestionamento, estacionamento, abastecimento e ocorrências que interrompem a circulação podem tornar mais complexa a rotina de quem depende diariamente das vias urbanas para trabalhar.