PRF alerta para irregularidades no uso do Arla 32 em caminhões e ônibus

Arla 32 é um reagente químico essencial para reduzir a emissão de poluentes em caminhões e ônibus mais modernos.


Por Assessoria de Imprensa
Arla 32
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) realiza ação educativa voltada a empresários do transporte de carga e passageiros, supervisores de frota e motoristas. Foto: Divulgação PRF

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) tem intensificado as orientações ao setor de transporte sobre o funcionamento correto dos sistemas de controle de emissões em veículos movidos a diesel. O foco está principalmente no uso adequado do Arla 32, reagente químico essencial para reduzir a emissão de poluentes em caminhões e ônibus mais modernos.

Conforme a corporação, fiscalizações realizadas nas rodovias federais têm identificado uma série de irregularidades relacionadas ao sistema responsável por reduzir gases nocivos ao meio ambiente. Entre os problemas mais comuns estão adulterações no equipamento, intervenções indevidas e falhas provocadas por falta de manutenção.

Essas práticas, além de comprometerem o controle ambiental, podem gerar infrações administrativas, danos mecânicos ao veículo e até enquadramento por crime ambiental, dependendo da situação.

O que é o Arla 32

O Arla 32 é um agente redutor líquido composto por ureia de alta pureza e água desmineralizada. Ele é utilizado em veículos equipados com o sistema conhecido como Redução Catalítica Seletiva (SCR), tecnologia que passou a ser adotada para atender às normas ambientais mais rigorosas aplicadas aos motores a diesel.

Nesse sistema, o produto é injetado no escapamento do veículo e reage com os gases gerados pelo motor. A reação química transforma os óxidos de nitrogênio (NOx) — poluentes altamente prejudiciais à saúde e ao meio ambiente — em substâncias menos nocivas, como nitrogênio e vapor de água.

Quando o sistema funciona corretamente, é possível reduzir a emissão desses poluentes de forma significativa, contribuindo para melhorar a qualidade do ar, especialmente em áreas com grande circulação de veículos pesados.

Irregularidades ainda são comuns

Apesar da obrigatoriedade do sistema em grande parte da frota de caminhões e ônibus produzidos nos últimos anos, a PRF alerta que ainda são frequentes as tentativas de burlar o funcionamento do equipamento.

Entre as irregularidades identificadas nas fiscalizações estão:

Além de aumentar significativamente a emissão de poluentes, essas práticas podem comprometer o funcionamento do veículo e, além disso, gerar custos elevados de manutenção.

Falta de manutenção também gera problemas

Outro ponto de atenção destacado pelas autoridades é a falta de manutenção adequada dos sistemas de controle de emissões.

Sensores, catalisadores e componentes eletrônicos que fazem parte do sistema SCR são sensíveis e exigem funcionamento correto para garantir a eficiência na redução de poluentes.

Quando há falhas nesses componentes ou utilização de reagentes fora do padrão de qualidade, o sistema pode apresentar alertas no painel do veículo, redução de potência e outras restrições de funcionamento.

Fiscalização deve aumentar

De acordo com a PRF, as orientações fazem parte de um conjunto de ações voltadas a ampliar o conhecimento de transportadoras e motoristas profissionais sobre as exigências técnicas e legais relacionadas ao controle de emissões.

A expectativa é que se reforce a fiscalização desse tipo de irregularidade nas rodovias federais ao longo de 2026, com foco tanto na preservação ambiental quanto no cumprimento da legislação.

Por isso, a recomendação é que empresas e condutores mantenham os sistemas de controle de poluentes em pleno funcionamento, utilizem Arla 32 de procedência confiável e realizem a manutenção preventiva dos veículos.

Além de evitar autuações, essas medidas contribuem para reduzir o impacto ambiental do transporte rodoviário assim como garantir o desempenho adequado dos veículos a diesel.

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