
O uso correto dos equipamentos de proteção continua sendo uma das principais medidas para reduzir a gravidade dos acidentes envolvendo motociclistas. Em um alerta divulgado durante as ações do Dia do Motociclista, celebrado no começo da semana, o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro reforçou a importância do capacete fechado e da condução defensiva como formas de preservar vidas.
As orientações foram divulgadas pela corporação e repercutidas pela Agência Brasil, que destacou o aumento das ocorrências envolvendo motocicletas atendidas pelos bombeiros fluminenses.
Os números ajudam a dimensionar o problema. Entre 1º de janeiro e 26 de julho de 2026, o Corpo de Bombeiros do Rio foi acionado para atender 21.657 colisões envolvendo motocicletas em todo o estado.
Colisões entre motos e carros lideram atendimentos
Conforme a corporação, 16.202 ocorrências corresponderam a colisões entre motocicletas e automóveis. Além disso, os bombeiros atenderam 10.127 quedas de motocicletas e 1.858 atropelamentos provocados por motos no mesmo período. Também houve o registro de acidentes envolvendo caminhões, ônibus, bicicletas, postes, muros, trens, Veículos Leves sobre Trilhos (VLT) e outros obstáculos.
De acordo com os dados do Corpo de Bombeiros, os motociclistas estão entre as principais vítimas das ocorrências de trânsito atendidas diariamente. As motos representam aproximadamente 74,4% do total dos acidentes de trânsito registrados pela corporação.
Capacete fechado oferece maior proteção
Entre as principais recomendações está o uso do capacete fechado, corretamente afivelado.
Segundo o Corpo de Bombeiros, embora o modelo aberto seja frequentemente escolhido por oferecer maior ventilação e menor custo, estudos indicam que cerca de 45% dos impactos em acidentes com motocicletas atingem a região do rosto e do queixo.
Por possuir uma estrutura frontal de proteção, o capacete fechado consegue absorver parte da energia da colisão, reduzindo o risco de lesões graves na face.
De acordo com o tenente-coronel Fábio Contreiras, porta-voz do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro, a escolha do equipamento pode fazer diferença no desfecho de um acidente.
“O capacete fechado não é apenas estético, é engenharia de proteção. A proteção do queixo absorve o impacto e garante que você volte para casa com mais segurança.”
Conforme o oficial, apesar de o capacete aberto proporcionar maior ventilação, ele deixa uma das regiões mais vulneráveis da cabeça completamente exposta em caso de queda ou colisão.
Equipamentos certificados e condução defensiva
Além da escolha do capacete, a corporação orienta os motociclistas a utilizarem apenas equipamentos certificados pelo Inmetro e manterem a jugular corretamente ajustada.
Os bombeiros também reforçam a importância da condução defensiva, respeitando os limites de velocidade, a sinalização e as condições da via.
De acordo com a corporação, a prevenção continua sendo a ferramenta mais eficiente para reduzir acidentes e minimizar suas consequências.
O alerta ganha ainda mais relevância diante do crescimento da participação das motocicletas no trânsito brasileiro. E, além disso, do elevado número de ocorrências envolvendo esse tipo de veículo. Nesse cenário, atitudes simples, como utilizar corretamente os equipamentos de proteção e adotar uma condução prudente, podem contribuir para reduzir a gravidade das lesões e aumentar a segurança de motociclistas e demais usuários das vias.
Com informações da Agência Brasil