
O trânsito brasileiro está entre os mais perigosos do mundo para se dirigir. É o que aponta um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o IPEA, que coloca o Brasil na quinta colocação mundial. A infraestrutura precária, como buracos na pista e sinalização deficiente, e o desrespeito às leis de trânsito são alguns dos fatores responsáveis por milhares de acidentes.
Para o motociclista, o risco é consideravelmente maior. Também segundo o IPEA, as motos estão envolvidas em cerca de 40% dos acidentes com morte no país, além de representarem cerca de 60% das internações decorrentes de acidentes por transporte terrestre. O resultado é a sobrecarga do sistema de saúde e o sofrimento das famílias.
Atitudes que minimizam os riscos
Uma direção mais responsável é essencial para a diminuição do problema. Isso inclui respeitar a sinalização de trânsito, não ultrapassar o sinal vermelho, respeitar o limite de velocidade, ter cuidado redobrado no tráfego pelos corredores, manter distância segura de carros e motos, entre outras medidas.
Outro fator fundamental para a segurança do motociclista no trânsito tem a ver com suas vestimentas. O capacete, por exemplo, é um item exigido por lei, indispensável e crucial para a segurança de quem está a bordo da moto. Ele não pode conter trincas, deve ser usado com a viseira abaixada e estar bem afivelado.
Muito embora o capacete não estrague, ele possui data de validade. Essa é uma precaução contra o desgaste natural dos materiais que o compõem. Sendo assim, recomenda-se a troca a cada 3 anos. Além disso, se sofrer alguma queda, por menor que seja, deve ser trocado imediatamente, ainda que nenhuma avaria seja percebida.
Entendendo o papel da roupa certa
Outras vestimentas são igualmente importantes para a segurança do motociclista, inclusive para minimizar a gravidade dos machucados nos casos de acidentes. Jaquetas de materiais grossos fazem a proteção de braços, costas e tronco contra o contato no asfalto, e algumas possuem reforços em áreas como a do cotovelo e dos ombros, para aumentar a proteção.
Elas também protegem contra as intempéries. O mesmo é válido para calças. Andar de bermuda é extremamente desaconselhado para quem anda de moto, mesmo no verão. O ideal é usar uma peça que proteja toda a perna e que possua reforço na região dos joelhos. O material deve ser resistente ao atrito, para evitar ferimentos mais severos.
Mãos e pés não podem ser negligenciados
Luvas também devem ser calçadas. Além de ajudarem na proteção às mãos em caso de quedas, auxiliam o motociclista a ter maior aderência na pegada das manoplas da moto, principalmente em dias chuvosos. Também protegem contra o vento e contra o frio bem como devem ser usadas mesmo em tempo quente.
Para os pés, o correto é utilizar botas de motocicleta. Elas protegem os pés e tornozelos e devem ser feitas de material robusto, como borracha. Utilizar sapatos firmes nos pés é lei: chinelos, por exemplo, são proibidos. O mesmo é válido para rasteirinhas e sapatos de salto alto para as mulheres.
Por isso, há modelos indicados de bota masculina e feminina. Elas auxiliam, inclusive, na estabilidade e na condução da moto, além de protegerem os pés do contato com o asfalto com maior eficiência. No mais, é importante que os calçados sejam fechados, não fiquem soltos no pé assim como não possuam partes que possam enroscar na moto, como cadarços desamarrados.
É interessante sempre optar por roupas confortáveis e que possuam detalhes reflexivos. Se fazer ser visto é primordial para a segurança. Optar por capacetes claros e trafegar com o farol aceso aumentam ainda mais as chances de um motorista ver o motociclista a tempo de evitar algum acidente.