
Com a retomada intensa do transporte rodoviário de cargas em janeiro, o verão brasileiro traz um fator adicional de risco para quem vive na estrada: o impacto das altas temperaturas sobre os pneus dos caminhões. Longas distâncias, veículos operando com carga máxima e calor excessivo formam uma combinação que pode comprometer diretamente a segurança e a eficiência das operações logísticas.
Em um cenário de maior fluxo de cargas logo após a virada do ano, especialistas alertam que a manutenção preventiva dos pneus se torna ainda mais crítica, já que eles são o principal ponto de contato entre o veículo pesado e o asfalto.
Para a Bridgestone, líder mundial em soluções para mobilidade sustentável e segura, o calor gerado pelo atrito contínuo nas rodovias pode elevar a pressão interna dos pneus e acelerar o desgaste da estrutura, aumentando significativamente o risco de falhas durante o trajeto.
“Em períodos de altas temperaturas, como o verão, o pneu já trabalha naturalmente mais aquecido. Quando isso se soma a longas distâncias, carga elevada e calibragem inadequada, o risco de superaquecimento e falhas aumenta significativamente”, explica Roberto Ayala, Gerente de Engenharia de Vendas da Bridgestone.
Pressão interna sob efeito do calor
O aumento da temperatura do asfalto provoca variações diretas na pressão interna dos pneus. Quando essa mudança não é monitorada corretamente, o caminhão pode rodar com sobrepressão — elevando o risco de estouro — ou com pressão abaixo do recomendado, situação que também causa aquecimento excessivo e desgaste prematuro.
Segundo Ayala, a calibragem é um dos pontos mais sensíveis da segurança no transporte pesado.
“A calibragem correta é um dos fatores mais importantes para a segurança do caminhão. Rodar com pressão inadequada compromete a estrutura do pneu, reduz a vida útil e pode levar a situações críticas, como o estouro, especialmente quando o veículo está carregado”, alerta.
Além disso, respeitar rigorosamente a capacidade de carga indicada pelo fabricante é indispensável. O excesso de peso gera deformações internas na carcaça, eleva ainda mais a temperatura e aumenta a probabilidade de falhas estruturais.
Inspeção visual pode evitar acidentes
Antes de iniciar viagens longas — comuns neste período de maior demanda logística — a verificação visual dos pneus é uma medida simples, mas essencial. Cortes, rachaduras, bolhas, desgaste irregular ou objetos presos na banda de rodagem são sinais de alerta que não podem ser ignorados.
Outro cuidado importante é o rodízio periódico dos pneus, prática que ajuda a equilibrar o desgaste entre os eixos, prolonga a vida útil do conjunto e contribui para maior estabilidade do caminhão.
Segurança e eficiência caminham juntas
Pneus em boas condições impactam diretamente a dirigibilidade, a eficiência da frenagem e o controle do veículo, especialmente em situações de emergência. Em meses de maior circulação de cargas, esses cuidados também ajudam a reduzir paradas inesperadas, prejuízos operacionais e acidentes nas rodovias.
“A manutenção preventiva dos pneus não deve ser encarada apenas como uma questão operacional, mas como um investimento direto em segurança. Pneus em bom estado contribuem para a estabilidade do conjunto, reduzem o risco de acidentes e ajudam a manter a operação rodando com mais previsibilidade”, reforça Ayala.
Boas práticas recomendadas para rodar no verão
A Bridgestone orienta caminhoneiros e transportadoras a adotarem uma rotina rigorosa de cuidados:
- Verificar a calibragem sempre com o pneu frio e conforme especificações do fabricante;
- Realizar inspeções visuais frequentes antes de pegar a estrada;
- Fazer o rodízio periódico para equilibrar o desgaste;
- Evitar sobrecarga e respeitar os limites de peso de cada pneu.
Essas medidas, embora simples, são decisivas para reduzir riscos em um período em que calor, carga e estrada colocam os pneus à prova todos os dias.