
Os aditivos automotivos estão cada vez mais presentes em postos de combustíveis e lojas especializadas, mas ainda geram dúvidas entre motoristas. Afinal, eles realmente funcionam? Podem causar danos ao motor? Valem a pena mesmo para quem já abastece com gasolina aditivada?
Segundo especialistas do setor, esses produtos podem contribuir para a manutenção preventiva e para o desempenho do veículo quando utilizados corretamente. No entanto, escolher o produto errado ou usar sem orientação pode comprometer os resultados esperados.
Para esclarecer os principais pontos sobre o tema, Arley Silva, Gerente de Engenharia e Sucesso do Cliente da Promax Bardahl, comenta os mitos mais comuns envolvendo aditivos automotivos.
Aditivo serve só para resolver problema?
Uma das crenças mais frequentes entre motoristas é a de que aditivos para combustível só devem ser usados quando o carro já apresenta falhas, perda de potência ou dificuldades na aceleração.
Segundo o especialista, essa ideia está equivocada.
“Um dos mitos mais comuns é a crença de que o aditivo de combustível, por exemplo, serve apenas para corrigir problemas já existentes, como falhas na aceleração ou perda de potência. Na prática, sua principal função é preventiva. O produto atua na preservação do sistema de alimentação, evitando a carbonização em válvulas e bicos injetores, além de combater a oxidação do combustível e a corrosão interna”, afirma.
Na prática, isso significa que o uso adequado pode ajudar a manter o sistema limpo e preservar o funcionamento do motor ao longo do tempo.
Todo aditivo é igual? Não.
Outro erro comum é acreditar que todos os aditivos automotivos têm a mesma finalidade. De acordo com as informações divulgadas, existem produtos específicos para diferentes sistemas do veículo.
Entre eles estão:
- aditivos para limpeza do sistema de combustível
- aditivos para proteção do sistema de arrefecimento
- aditivos voltados à melhoria das propriedades do óleo lubrificante
Por isso, a escolha correta é fundamental. Cada produto possui aplicação específica, e o uso inadequado pode reduzir a eficácia esperada.
Gasolina aditivada substitui aditivo de frasco?
Muitos condutores também questionam se vale a pena usar aditivo vendido em frasco quando já abastecem com gasolina aditivada.
Segundo o especialista, os dois produtos não são necessariamente equivalentes.
“Embora o combustível aditivado contenha agentes de limpeza, a concentração presente nos produtos de prateleira, famoso aditivo de “frasquinho”, é mais elevada e formulada para promover uma limpeza mais profunda e contínua, contribuindo para que o motor opere no seu nível máximo de eficiência”, informa.
Ou seja, o combustível aditivado já contém componentes de limpeza, mas produtos específicos podem ter formulação mais concentrada.
Aditivo pode soltar sujeira e entupir?
Esse é outro receio comum entre proprietários de veículos mais antigos ou com manutenção irregular.
Segundo Arley Silva, essa situação não é regra geral.
“Existe um mito de que o aditivo pode ‘soltar sujeira’ e provocar entupimentos. Na verdade, isso pode ocorrer somente em casos muito críticos e em motores que passaram longos períodos sem manutenção adequada”, pontua.
Isso reforça a importância de não deixar revisões básicas para depois. Quando o veículo passa muito tempo sem manutenção, diversos componentes podem acumular resíduos.
Radiador e óleo também exigem atenção
A manutenção preventiva não envolve apenas o combustível. Sistemas como arrefecimento e lubrificação também exigem cuidados.
De acordo com o especialista:
“Aditivos para radiador são essenciais para evitar que a água ferva ou o líquido congele em ambientes muito frios, além de prevenir a corrosão. Já os aditivos para óleo reduzem o atrito entre as peças, contribuindo para maior durabilidade, especialmente no momento da partida, quando o desgaste tende a ser mais intenso”.
Esses sistemas são fundamentais para o funcionamento seguro e eficiente do veículo. Falhas neles podem causar superaquecimento, desgaste prematuro e aumento dos custos de manutenção.
Antes de usar, consulte orientação técnica
Apesar dos possíveis benefícios, especialistas alertam que o uso de qualquer produto automotivo deve seguir recomendações adequadas.
“Antes de utilizar qualquer produto automotivo, a recomendação é buscar orientação técnica e seguir as instruções do fabricante. Esse cuidado é essencial para garantir que os aditivos cumpram sua função de forma eficaz e segura”, conclui.
Para o motorista, a principal mensagem é simples: aditivo automotivo não é solução milagrosa, nem substitui manutenção periódica. Quando aplicado corretamente e no produto certo, pode ser um aliado importante na conservação do veículo.