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O que leva um motorista a contratar um seguro de carro? Embora a proteção contra roubos, furtos e acidentes seja uma preocupação comum, as razões para buscar esse serviço podem variar conforme a função que o veículo desempenha na vida de cada pessoa.
Um levantamento realizado entre janeiro e junho de 2026 identificou diferenças nas motivações de homens e mulheres para contratar seguro automotivo. Entre as mulheres pesquisadas, ganharam destaque a segurança, a assistência 24 horas e a preocupação em manter a rotina familiar. Já entre os homens, apareceram com maior ênfase a preservação do patrimônio, a proteção contra prejuízos financeiros elevados e a cobertura de danos causados a terceiros.
A pesquisa foi apresentada pela Loovi, empresa do setor de seguros, a partir de um estudo de mercado. Os resultados ajudam a compreender diferentes expectativas dos consumidores, mas não devem ser interpretados como características universais de motoristas de cada gênero.
Na prática, segurança pessoal, proteção financeira e continuidade da rotina podem ser prioridades simultâneas para qualquer condutor.
Carro é utilizado para trabalho, renda e compromissos familiares
O levantamento também investigou como os participantes utilizam seus veículos no dia a dia.
Entre os respondentes:
- 83% utilizam o carro para ir e voltar do trabalho;
- 18% usam o veículo como fonte de renda;
- 68% compartilham o automóvel com familiares.
Esses percentuais se referem ao conjunto dos participantes da pesquisa, sem separação entre homens e mulheres.
Os dados mostram que o automóvel pode desempenhar diferentes funções na organização da vida cotidiana.
Para quem depende do carro para trabalhar, uma colisão ou um roubo pode representar não apenas o prejuízo material, mas também a interrupção de atividades profissionais.
Em famílias que compartilham um único veículo, a indisponibilidade do automóvel pode afetar deslocamentos para o trabalho, compromissos escolares, consultas médicas e outras necessidades.
Essa multiplicidade de usos ajuda a explicar por que a contratação de um seguro envolve questões que vão além do valor de mercado do veículo.
Por que as prioridades de homens e mulheres podem ser diferentes?
Segundo o estudo, as mulheres pesquisadas deram maior destaque à segurança, à assistência e à manutenção da rotina familiar.
Entre os homens, apareceram com mais força preocupações relacionadas à preservação do patrimônio e à proteção contra perdas financeiras.
Uma possível contextualização está na maneira como as responsabilidades profissionais e familiares se distribuem na sociedade brasileira.
Dados apresentados no levantamento mostram que, em 2022, as mulheres dedicavam, em média, 21,3 horas semanais aos afazeres domésticos e aos cuidados de pessoas. Entre os homens, a média era de 11,7 horas.
A diferença de 9,6 horas semanais ajuda a dimensionar a desigualdade na distribuição dessas atividades.
Já no trabalho por plataformas digitais, a participação masculina é predominante. Entre os 1,7 milhão de brasileiros que trabalhavam por meio dessas plataformas em 2024, 83,9% eram homens, conforme os dados utilizados no material.
Essas informações oferecem contexto sobre diferentes formas de utilização do automóvel, mas não demonstram, isoladamente, que as responsabilidades domésticas ou a atividade profissional sejam as causas das preferências identificadas na contratação de seguros.
Também não significa que mulheres estejam menos preocupadas com patrimônio ou que homens atribuam menor importância à segurança pessoal e familiar.
Preço e dificuldade para entender as coberturas também pesam
Além das motivações relacionadas ao uso do veículo, a pesquisa identificou obstáculos à contratação do seguro automotivo.
Conforme o levantamento, 82% dos clientes pesquisados nunca haviam contratado um seguro de carro.
Outros 74% relataram que fatores como preço, burocracia ou dificuldade para compreender as coberturas influenciaram decisões anteriores.
Os resultados sugerem que a contratação não depende apenas da percepção de risco.
A capacidade de pagar pelo serviço e a compreensão sobre o que está efetivamente incluído na apólice também fazem parte da decisão.
Um motorista pode reconhecer a importância de proteger seu veículo e, ainda assim, deixar de contratar o seguro por considerar o custo elevado ou não entender as condições oferecidas.
Por isso, a clareza das informações é fundamental para que o consumidor consiga comparar propostas e avaliar quais proteções correspondem às suas necessidades.
O que observar antes de contratar um seguro de carro?
Independentemente do perfil do motorista, a escolha do seguro deve considerar a utilização do veículo, os riscos aos quais ele está exposto e as condições estabelecidas no contrato.
Entre os aspectos que merecem atenção estão:
- Cobertura contra roubo e furto: verificar em quais situações a seguradora prevê indenização e quais condições precisam ser cumpridas.
- Cobertura para colisões: entender se o contrato inclui danos ao próprio veículo e quais são os limites de indenização.
- Danos a terceiros: avaliar a proteção oferecida em situações nas quais o segurado seja responsável por prejuízos materiais ou corporais causados a outras pessoas.
- Assistência 24 horas: conferir quais serviços estão incluídos, como guincho, socorro mecânico e atendimento em caso de pane.
- Franquia: verificar quanto o segurado deverá pagar em determinadas situações de reparo.
- Carro reserva: analisar se existe essa cobertura, por quantos dias e sob quais condições, especialmente quando o veículo é indispensável para o trabalho ou a rotina familiar.
Também é importante ler as exclusões contratuais e conferir se as informações prestadas à seguradora correspondem à utilização real do automóvel.
O seguro deve ser entendido como uma forma de proteção financeira diante de situações previstas no contrato. Ele não substitui a manutenção preventiva, a direção segura ou o cumprimento das normas de trânsito.
Seguro pode ajudar a preservar a rotina após um imprevisto
Para quem utiliza o automóvel diariamente, ficar sem o veículo pode gerar consequências que ultrapassam os custos de reparação.
Um acidente, roubo ou furto pode comprometer deslocamentos profissionais, atividades familiares e até a obtenção de renda.
É justamente essa relação entre o veículo e a vida cotidiana que o levantamento procura destacar.
“Para alguns, o carro representa renda; para outros, é o que mantém a rotina da casa funcionando. Entender essas diferenças é importante para que o seguro esteja mais próximo da vida real e das necessidades de cada motorista”, afirma Quézide Cunha, CEO da Loovi.
A declaração reforça que as necessidades de proteção não dependem exclusivamente do valor financeiro do automóvel.
Também importa compreender quais atividades serão afetadas caso ele fique temporariamente indisponível.
Escolha
O estudo chama a atenção para um aspecto relevante: o automóvel pode representar patrimônio, ferramenta de trabalho e meio de atender às necessidades familiares ao mesmo tempo.
Na hora de contratar um seguro, mais importante do que seguir padrões associados a gênero é avaliar a realidade de cada motorista, compreender as coberturas disponíveis e identificar quais riscos precisam de proteção.
A escolha mais adequada é aquela que considera o uso efetivo do veículo, as necessidades do condutor e as condições do contrato.