
Durante a Semana Nacional de Trânsito 2025, cujo tema é “Desacelere. Seu bem maior é a vida”, especialistas reforçam que os riscos do trânsito vão muito além dos sinistros. A pressa no trânsito afeta não apenas a segurança, mas também a saúde física e mental de motoristas, passageiros e pedestres.
A matéria, que faz parte da série especial do Portal do Trânsito para a Semana Nacional de Trânsito, explora como o excesso de velocidade afeta vários fatores além da segurança. Estresse, ansiedade, problemas cardiovasculares e impactos sociais são analisados, mostrando que desacelerar é uma escolha de vida saudável.
Velocidade e estresse: uma relação perigosa
Estudos em diversas cidades mostram que motoristas que circulam frequentemente em alta velocidade apresentam níveis elevados de estresse, irritabilidade e pressão arterial, fatores que impactam diretamente na saúde cardiovascular.
Para o especialista Celso Mariano, diretor do Portal do Trânsito e da Tecnodata, o efeito da pressa é cumulativo.
“Quando você dirige acima do limite, está enviando sinais de alerta contínuos ao corpo: adrenalina, tensão muscular, aumento da frequência cardíaca. Esse estado permanente de alerta não é saudável e ainda aumenta o risco de acidentes”, explica.
Trânsito e qualidade de vida
O trânsito violento e a pressa constante geram impactos sociais significativos. O tempo perdido em congestionamentos, combinado com o estresse da velocidade, contribui para problemas de sono, ansiedade e cansaço mental, reduzindo a produtividade e afetando relacionamentos familiares e profissionais.
Além disso, sinistros de trânsito sobrecarregam o sistema de saúde pública, demandando internações, cirurgias e tratamentos de longa duração. Cada acidente causado por excesso de velocidade representa não apenas uma vida em risco, mas também um custo social elevado.
Impacto psicológico em vítimas e familiares
A velocidade elevada não afeta apenas quem está ao volante. Pedestres, ciclistas, passageiros e familiares de vítimas de acidentes também sofrem com consequências psicológicas, como traumas, ansiedade e depressão. “O trânsito não é apenas físico; é psicológico. Um momento de pressa pode gerar uma dor que dura anos para famílias inteiras. Desacelerar é cuidar de si mesmo e do outro”, alerta Mariano.
Estratégias para desacelerar
Para minimizar os impactos negativos da velocidade sobre a saúde, especialistas e gestores de trânsito recomendam:
- Redução de limites em áreas urbanas, com fiscalização consistente.
- Campanhas educativas, mostrando os riscos da pressa e incentivando comportamentos mais conscientes.
- Planejamento urbano eficiente, com ruas seguras e alternativas de transporte coletivo, ciclovias e áreas de lazer.
- Adoção de técnicas de direção defensiva, ensinadas desde a formação em autoescolas e reforçadas em programas corporativos e comunitários.
Uma questão de responsabilidade coletiva
A relação entre velocidade e saúde reforça que o trânsito é responsabilidade de todos. Cada motorista que opta por respeitar limites, cada cidade que investe em mobilidade segura e cada ação educativa contribuem para reduzir acidentes e melhorar a qualidade de vida da população.
“O trânsito não precisa ser um inimigo do bem-estar. Quando desaceleramos, diminuímos o risco de acidentes, cuidamos da saúde e tornamos nossas cidades mais humanas”, conclui Celso Mariano.
Pressa no trânsito
Mais do que números, a pressa no trânsito gera consequências reais para o corpo, a mente e a sociedade. Durante a Semana Nacional de Trânsito 2025, a mensagem é clara: desacelerar é preservar a vida, proteger a saúde e construir um trânsito mais seguro e humano.