O que mais tira a atenção ao volante? Pesquisa revela preocupação dos motoristas com o celular

Levantamento do Sem Parar com 381 participantes mostra que mensagens por aplicativos são consideradas a prática mais prejudicial à atenção entre os usos do smartphone avaliados.


Por Assessoria de Imprensa
atenção ao volante
Para os motoristas ouvidos, o respeito às normas e a convivência entre os diferentes usuários das vias também são questões relevantes. Foto: Freepik

O uso do celular ao volante está entre os comportamentos que mais preocupam os motoristas quando o assunto é segurança no trânsito. Em uma pesquisa realizada pelo Sem Parar, 67% dos participantes apontaram a distração provocada pelo aparelho como um dos principais fatores de risco nas ruas e estradas.

O levantamento, divulgado durante a Semana Nacional do Trânsito, também identificou quais práticas envolvendo o smartphone são consideradas mais prejudiciais à atenção de quem dirige. Para 47% dos entrevistados, enviar ou ler mensagens por aplicativos, como o WhatsApp, é o hábito que mais compromete a concentração.

As ligações telefônicas foram mencionadas por 14% dos participantes, enquanto o acesso às redes sociais apareceu nas respostas de 13%.

A pesquisa ouviu 381 pessoas entre 27 de agosto e 8 de setembro de 2026. Os resultados retratam a percepção desse grupo de respondentes e não devem ser interpretados como uma medição direta da frequência com que essas condutas ocorrem no trânsito brasileiro.

Desrespeito às regras aparece à frente do celular

Embora a distração com o smartphone tenha recebido um percentual expressivo, outros dois fatores apareceram à frente na avaliação dos participantes.

O desrespeito às leis de trânsito foi citado por 71%, seguido pela falta de educação dos motoristas, mencionada por 68%. A distração provocada pelo celular ficou logo depois, com 67%.

A avaliação sobre o comportamento dos condutores nas próprias cidades também foi negativa. Entre os entrevistados, 30% classificaram a educação dos motoristas de seu município como ruim e 29% como péssima.

Somadas, essas respostas representam 59% dos participantes.

Conforme os resultados, a preocupação com a segurança viária não está restrita a uma infração específica. Para os motoristas ouvidos, o respeito às normas e a convivência entre os diferentes usuários das vias também são questões relevantes.

Mensagens são apontadas como principal distração

O destaque dado à leitura e ao envio de mensagens chama atenção para uma situação cotidiana: a tentativa de acompanhar conversas e notificações enquanto se dirige.

Mesmo quando a interação com o aparelho dura poucos segundos, ela pode desviar a atenção de informações importantes do ambiente, como a movimentação dos veículos à frente, a aproximação de motociclistas assim como a presença de pedestres.

O levantamento não mediu o tempo de distração dos participantes nem quantificou sinistros relacionados ao celular. Ele identificou quais usos do aparelho são percebidos pelos entrevistados como mais prejudiciais à atenção.

“Os dados mostram um raio-x da rotina do condutor brasileiro. O desrespeito às regras e o uso indevido da tecnologia, como a troca de mensagens ao dirigir, ainda cobram um preço alto na segurança das vias. Ao mesmo tempo, o motorista busca se proteger de forma contínua, combinando hábitos preventivos e soluções de proteção veicular para enfrentar os desafios do trânsito e resguardar seu patrimônio”, afirma Jose Luiz Machado, head de Seguros do Sem Parar.

Excesso de velocidade também preocupa

Outro comportamento abordado pela pesquisa foi o excesso de velocidade.

Entre os respondentes, 26% reconheceram que dirigir acima do limite permitido é um hábito recorrente, enquanto 25% relacionaram essa prática à pressa para chegar ao destino.

Os resultados reforçam a discussão proposta pela Semana Nacional do Trânsito, realizada de 18 a 25 de setembro, sobre a importância de atitudes mais responsáveis na circulação.

O excesso de velocidade reduz o tempo disponível para perceber situações de risco e reagir a elas. Quando combinado com distrações, como o uso do celular, pode comprometer ainda mais a capacidade de resposta do motorista.

Motoristas também relatam preocupação com a própria segurança

Além dos comportamentos relacionados à condução, a pesquisa investigou a percepção dos entrevistados sobre segurança pessoal e proteção do veículo.

Conforme o levantamento, 75% afirmaram adotar medidas de autoproteção no dia a dia.

Entre as estratégias relatadas estão evitar parar à noite em locais considerados de risco, citada por 80%; não permanecer dentro do carro quando ele está parado, mencionada por 67%; e evitar vias consideradas perigosas, apontada por 62%.

A pesquisa também abordou golpes e fraudes relacionados ao veículo. Ao todo, 20% dos participantes disseram já ter sido vítimas desse tipo de ocorrência.

Entre os casos relatados, combustível adulterado foi citado por 49%, seguido por golpes relacionados a serviços digitais e aplicativos, com 35%.

Esses dados ampliam o retrato das preocupações dos entrevistados, mas representam uma dimensão diferente daquela relacionada à prevenção de sinistros de trânsito.

Atenção e respeito às regras devem fazer parte da rotina

A pesquisa foi realizada pelo Sem Parar com 381 respondentes e contou com questões de resposta única, múltipla e aberta. Por isso, alguns percentuais apresentados se referem a perguntas e grupos de respostas diferentes.

O levantamento não informa, no material divulgado, a distribuição geográfica dos participantes nem uma margem de erro que permita generalizar os resultados para todos os condutores do país.

Ainda assim, as respostas ajudam a identificar preocupações presentes na rotina dos motoristas: distração com o celular, desrespeito às normas e excesso de velocidade.

Mais do que reconhecer esses comportamentos como perigosos, a prevenção depende de evitá-los na prática. Deixar mensagens e notificações para quando o veículo estiver estacionado em local seguro, respeitar a velocidade regulamentada e manter a atenção no ambiente são cuidados que precisam acompanhar o motorista durante todo o trajeto — e não apenas durante as campanhas de conscientização.

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