
Dirigir no Brasil é um desafio diário para milhões de motoristas. Segundo um estudo britânico realizado pelo site Scrap Car Comparison, o país ocupa a 8ª posição entre os mais “assustadores” para dirigir no mundo. O levantamento avaliou 49 países e levou em conta fatores como infraestrutura viária, respeito às leis de trânsito e comportamento dos condutores.
Brasil entre os piores
De acordo com a pesquisa, o Brasil obteve nota 6,71 em uma escala de 0 a 10. Isso coloca o país atrás apenas de nações conhecidas pelo trânsito caótico, como África do Sul, Tailândia e México.
A conclusão é clara: para estrangeiros e especialistas, dirigir em território brasileiro representa alto nível de risco e insegurança.
As razões para o ranking negativo
Os motivos que levaram o Brasil a aparecer em posição tão preocupante não são novidade para quem enfrenta as ruas todos os dias:
- Infraestrutura precária: buracos, sinalização insuficiente e falta de manutenção.
- Comportamento imprudente: excesso de velocidade, ultrapassagens perigosas e uso do celular ao volante.
- Fiscalização falha: apesar do número elevado de radares, a percepção é de impunidade.
- Educação deficiente: a falta de preparo de condutores reflete diretamente nos índices de acidentes.
Consequências para a imagem do país
Estar entre os piores do mundo não afeta apenas a autoestima nacional. O dado também pode influenciar negativamente setores como o turismo, já que muitos estrangeiros sentem insegurança em alugar carros ou dirigir em cidades brasileiras.
Além disso, reforça a necessidade de políticas públicas mais efetivas para reduzir a violência viária e melhorar a experiência de deslocamento urbano.
É possível mudar esse cenário?
Especialistas defendem que o Brasil precisa avançar em três frentes: educação de condutores, fiscalização efetiva e melhoria da infraestrutura. Sem esses pilares, dificilmente conseguiremos melhorar nossa posição em rankings internacionais.
“O problema não é só de percepção externa. Nós, brasileiros, sabemos o quanto dirigir aqui é estressante e perigoso. Precisamos transformar essa realidade em prioridade de governo”, afirma Celso Mariano.