Tecnologia e cruzamento de dados podem reforçar combate ao transporte clandestino em SP

Sistema baseado em leitura de placas e dados de pedágios pode ajudar a identificar transporte clandestino de passageiros nas rodovias de São Paulo.


Por Assessoria de Imprensa
transporte clandestino
Uma das principais vantagens da proposta é permitir que a fiscalização deixe de depender exclusivamente de operações presenciais nas rodovias. Foto: Divulgação / ARTESP

O uso de tecnologia e análise de dados pode se tornar um aliado importante no combate ao transporte clandestino de passageiros em São Paulo. Representantes da Agência de Transporte do Estado de São Paulo participaram nesta semana de uma apresentação técnica sobre uma ferramenta que promete ampliar a capacidade de fiscalização nas rodovias.

Trata-se do Sistema de Identificação de Transporte Irregular e Clandestino (SITIC), solução tecnológica que utiliza cruzamento de dados e monitoramento de veículos para identificar possíveis operações de transporte feitas fora da regulamentação.

A proposta foi apresentada na semana passada e busca tornar a fiscalização mais estratégica, utilizando inteligência de dados para detectar padrões de irregularidade.

Sistema cruza dados de pedágios e leitura de placas

A ferramenta foi desenvolvida pela empresa SV Tech e utiliza informações de diferentes fontes para identificar possíveis irregularidades no transporte de passageiros.

Entre os dados analisados estão registros de praças de pedágio, sistemas de leitura automática de placas (OCR) e bases regulatórias relacionadas ao transporte rodoviário.

Com o cruzamento dessas informações, o sistema consegue identificar inconsistências entre viagens declaradas e veículos efetivamente circulando nas rodovias, o que pode indicar atividade clandestina.

Crescimento do transporte irregular preocupa autoridades

O avanço da internet e das redes sociais tem facilitado a atuação de operadores clandestinos, que anunciam viagens por meio de sites e plataformas digitais, muitas vezes oferecendo preços significativamente mais baixos que os praticados pelo transporte regular.

Esse tipo de serviço, realizado fora das regras do sistema de transporte, normalmente não oferece garantias mínimas de segurança, fiscalização ou regularidade da operação.

Além disso, a prática também gera concorrência desleal com empresas autorizadas, que precisam cumprir exigências regulatórias, normas de segurança e obrigações legais.

Segundo o superintendente de Transportes Coletivos da Artesp, Felipe Freitas, iniciativas baseadas em tecnologia podem ajudar a enfrentar esse problema.

“Hoje o transporte clandestino representa um desafio importante. Iniciativas como essa contribuem para fortalecer a regulação, reduzir a informalidade e garantir mais segurança para quem utiliza o sistema”, afirmou.

Fiscalização mais inteligente

Uma das principais vantagens da proposta é permitir que a fiscalização deixe de depender exclusivamente de operações presenciais nas rodovias.

Com base na análise de dados, o sistema pode identificar padrões suspeitos de circulação, apontando rotas, horários e locais onde há maior probabilidade de atuação de transporte irregular.

Isso permitiria direcionar as equipes de fiscalização para pontos mais críticos, tornando as operações mais eficientes e estratégicas.

A expectativa é que ferramentas desse tipo ajudem a fortalecer a regulação do setor, reduzir a informalidade e ampliar a proteção dos passageiros que utilizam o transporte rodoviário no estado.

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