Transporte seguro de pets no carro: regras e boas práticas
Transporte de pets no carro exige segurança: caixas, cintos especiais e divisórias protegem o animal e evitam multas. Saiba como fazer corretamente.

Levar animais de estimação junto ao carro é uma prática comum entre os brasileiros. No entanto, transportar pets sem seguir regras de segurança pode colocar em risco a vida do animal, dos ocupantes do veículo e até gerar multa. Por isso, é importante entender quais são os dispositivos permitidos, como utilizá-los corretamente e quais são os riscos de descumprir a legislação.
O que diz a lei sobre transporte de animais no carro
O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) não traz um artigo específico sobre transporte de pets. Entretanto, o artigo 252 determina que o condutor não deve dirigir transportando pessoas, animais ou volume à sua esquerda ou entre os braços e pernas, o que é uma infração média. Além disso, o transporte inadequado de animais pode ser enquadrado como infração leve, com multa de R$ 88,38 e 3 pontos na CNH, caso o animal comprometa a segurança de trânsito.
Portanto, o cuidado com o pet vai além da proteção do animal: impacta diretamente a segurança de todos no carro.
Formas seguras de transportar pets
Especialistas em trânsito e veterinários recomendam alguns métodos eficazes para transportar animais com segurança:
1. Caixas de transporte (ou kennel)
- Ideais para gatos, cães pequenos ou animais que se estressam facilmente;
- Devem ser fixadas ao cinto de segurança ou apoiadas no chão, de preferência atrás do banco do motorista ou passageiro;
- Protegem o animal em caso de frenagem brusca ou acidente.
2. Cintos de segurança especiais para pets
- São cintos adaptados que se conectam ao peitoral do animal, garantindo que ele fique preso durante o trajeto;
- Evitam que o pet circule livremente dentro do carro, reduzindo distrações para o condutor;
- Nunca devem ser presos à coleira do pescoço, pois isso aumenta o risco de estrangulamento em colisões.
3. Grades e divisórias
- Em veículos maiores, como SUVs e peruas, grades podem separar o compartimento do bagageiro do espaço dos passageiros;
- Garantem que o pet não suba no banco da frente, evitando distrações ou acidentes;
- Ideais para cães de médio ou grande porte.
Riscos de transportar pets de forma inadequada
Animais soltos no carro representam risco sério para todos:
- Distração do motorista: um pet andando livremente pode atrapalhar a direção;
- Lesões ao animal: em caso de freada ou colisão, um cão ou gato solto pode ser lançado pelo veículo, causando ferimentos graves;
- Risco de multa e infração: como mencionado, conduzir com o pet de forma insegura pode gerar penalidade.
Boas práticas para o transporte de pets
- Planeje a viagem: faça paradas para água, descanso e necessidades fisiológicas do animal;
- Escolha o equipamento adequado: caixa de transporte, cinto para pets ou divisória, de acordo com o porte e comportamento do animal;
- Evite o banco da frente: airbags podem ferir gravemente animais em caso de acionamento;
- Nunca transporte o animal solto: mesmo em trajetos curtos, o risco de distração ou acidente é significativo;
- Adapte o veículo: ajuste cintos e fixações para que o equipamento de transporte fique seguro.
Educação e conscientização
Transportar pets com segurança é parte da responsabilidade do motorista. Além de proteger o animal, a prática reduz distrações e acidentes, promovendo um trânsito mais seguro para todos. Campanhas educativas têm reforçado que o respeito à legislação e às boas práticas de transporte de animais deve ser tão natural quanto usar cinto de segurança.
Planejamento
Levar o pet no carro exige cuidado e planejamento. O uso de caixas de transporte, cintos especiais e divisórias garante segurança para o animal e para todos os ocupantes. Além disso, evita multas e infrações previstas no CTB.
Em resumo, a segurança começa com pequenas atitudes: animais contidos, motoristas concentrados e todos protegidos, transformando cada viagem em um trajeto seguro e tranquilo.
