06 de setembro de 2026

Segurança ao volante começa antes de ligar o carro: veja ajustes que fazem diferença

Regulagem do banco, distância do volante e dos pedais e acesso aos comandos interferem no conforto e podem evitar desgaste durante a condução.


Por Assessoria de Imprensa Publicado 06/09/2026 às 13h30
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Closeup shot of the hands of a person on a steering wheel of a modern car
Segurança não começa quando o veículo entra em movimento. Ela começa no momento em que o motorista se posiciona para dirigir. Foto: Freepik

A segurança ao volante começa antes mesmo de o motorista ligar o veículo. Ajustar corretamente o banco, manter uma posição adequada em relação ao volante e aos pedais e conseguir alcançar os comandos sem esforço excessivo são cuidados que podem fazer diferença, principalmente para quem passa muitas horas dirigindo.

O tema ganha relevância com a aproximação da Semana Nacional de Trânsito, realizada de 18 a 25 de setembro. Em 2026, a campanha nacional tem como mensagem “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas”, chamando a atenção para incentivar a empatia, o respeito coletivo e a atenção redobrada aos usuários mais vulneráveis das vias (como pedestres e motociclistas).

Embora fatores como velocidade, distração pelo celular, manutenção do veículo e cumprimento das regras de trânsito estejam normalmente no centro das discussões sobre segurança viária, a ergonomia também merece atenção. Uma posição inadequada mantida durante longos períodos pode favorecer desconfortos musculares, dores nas costas e fadiga, ou seja, tornando a condução mais desgastante.

“Segurança não começa quando o veículo entra em movimento. Ela começa no momento em que o motorista se posiciona para dirigir. Banco, volante, pedais e comandos precisam estar ajustados para que os movimentos sejam naturais, sem exigir esforço excessivo ou posições desconfortáveis. Quando o condutor precisa compensar uma regulagem inadequada com o próprio corpo, isso pode gerar cansaço e desconforto ao longo do trajeto”, explica Ariane Monaro, diretora da Autonomoz.

Como a posição ao dirigir interfere na condução

A ergonomia ao volante envolve diferentes elementos. A forma como o motorista se acomoda no banco, o apoio da coluna, a distância em relação aos pedais e ao volante e a facilidade para alcançar os comandos fazem parte desse conjunto.

Uma regulagem inadequada pode obrigar o condutor a compensar a posição com movimentos ou esforços desnecessários durante o percurso.

A questão ganha ainda mais importância entre motoristas profissionais e pessoas que permanecem longos períodos ao volante. Nesses casos, permanecer durante horas em uma posição desconfortável pode favorecer dores e fadiga.

Por isso, preparar-se para dirigir não envolve apenas colocar o cinto de segurança e dar a partida. A posição do motorista também deve receber atenção antes do início do deslocamento.

Segurança começa antes da primeira viagem

A ergonomia é apenas um dos cuidados que integram uma rotina de prevenção.

Para quem dirige diariamente, especialmente por períodos prolongados, também é importante considerar a verificação das condições do veículo, o uso correto dos equipamentos de segurança, o planejamento do trajeto, o respeito aos períodos de descanso e a atenção aos primeiros sinais de cansaço.

A lógica é evitar que fatores previsíveis se acumulem durante a jornada e tornem a condução mais desgastante.

“É preciso olhar para tudo aquilo que pode ser corrigido antes. Preparar o motorista, oferecer condições adequadas e manter a segurança presente na rotina são atitudes que ajudam a construir um trânsito mais responsável. Esse cuidado precisa acontecer durante o ano inteiro”, afirma Ariane.

Fadiga também merece atenção de quem dirige profissionalmente

No transporte corporativo, esses cuidados ganham outra dimensão porque fazem parte não apenas das decisões individuais do motorista, mas também dos processos de gestão das empresas.

A Autonomoz, por exemplo, utiliza monitoramento das viagens em tempo real por videotelemetria e realiza orientações periódicas sobre direção defensiva e condução segura, além de recomendações relacionadas à manutenção preventiva e ao cumprimento das normas de trânsito. A empresa informa ter percorrido mais de 270 milhões de quilômetros ao longo de nove anos de atuação.

A experiência reforça a importância de incluir na rotina medidas relativamente simples, como orientações sobre postura, discussão sobre fadiga, revisão de comportamentos de risco e acompanhamento das condições de condução.

Trânsito deixou milhares de mortos e feridos no Paraná

A discussão sobre prevenção ocorre diante de números expressivos de mortes e internações provocadas pelo trânsito.

No Paraná, dados preliminares da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) apontam 2.660 mortes no trânsito em 2025.

No mesmo período, foram registradas 12.697 internações por lesões decorrentes do trânsito, que representaram mais de R$ 23,5 milhões em custos para o Sistema Único de Saúde (SUS).

Os números reforçam que a segurança viária depende de diferentes frentes de prevenção. Evitar comportamentos de risco continua sendo fundamental, mas cuidados adotados antes de iniciar o deslocamento também fazem parte de uma condução responsável.

Para quem passa várias horas dentro do veículo, observar a própria posição, evitar regulagens que exijam esforço desnecessário e respeitar os sinais de cansaço são atitudes que podem tornar a jornada menos desgastante.

Nesse sentido, a mensagem da Semana Nacional de Trânsito pode ser aplicada antes mesmo de o veículo começar a se movimentar: dirigir com segurança também envolve preparar o motorista e o veículo para o trajeto.

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