11 de janeiro de 2026

Manias ao volante que parecem inofensivas, mas aumentam o risco de acidentes

Hábitos comuns ao volante parecem inofensivos, mas aumentam o risco de acidentes. Veja quais são e por que eles merecem atenção.


Por Redação Publicado 11/01/2026 às 13h30
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manias ao volante
O uso constante da buzina como forma de pressão é outro comportamento que parece banal, mas contribui para um ambiente mais agressivo. Foto: Kryzhov para Depositphotos

Grande parte dos sinistros de trânsito não ocorre por grandes imprudências, mas por hábitos repetidos diariamente, muitas vezes encarados como normais ou inofensivos. São pequenas manias ao volante que, isoladamente, parecem sem importância, mas que, somadas, aumentam significativamente o risco de sinistros.

Uma das mais comuns é dirigir com uma das mãos ocupadas — seja segurando o celular, mexendo no painel, ajustando o GPS ou até comendo. Mesmo quando o motorista mantém os olhos na via, a redução do controle do veículo compromete reações rápidas em situações inesperadas.

Outra mania frequente é acelerar logo após o semáforo abrir, sem observar completamente o cruzamento. Em cidades com grande circulação de pedestres e motociclistas, esse comportamento aumenta o risco de atropelamentos e colisões laterais.

Há também o hábito de seguir muito próximo do veículo à frente.

Muitos motoristas fazem isso por ansiedade ou pressa, sem perceber que reduzem drasticamente o tempo de reação. Em caso de frenagem brusca, a colisão se torna praticamente inevitável.

O uso constante da buzina como forma de pressão é outro comportamento que parece banal, mas contribui para um ambiente mais agressivo. A buzina deveria servir como alerta, não como instrumento de cobrança ou intimidação.

Ignorar sinais do próprio corpo também entra nessa lista. Dirigir com fome, sede ou desconforto excessivo afeta a concentração e o humor, tornando o motorista mais impulsivo e menos tolerante a erros alheios.

Outro hábito perigoso é a excessiva confiança na rotina.

Trechos conhecidos fazem muitos motoristas reduzirem a atenção, acreditando que “nada acontece ali”. É justamente nesses locais que ocorrem acidentes, porque a vigilância diminui.

Essas manias têm algo em comum: elas não parecem erradas no momento em que são praticadas. Justamente por isso, são difíceis de abandonar. O problema é que o trânsito não perdoa distrações repetidas.

Reconhecer esses comportamentos é o primeiro passo para mudar. Dirigir de forma mais consciente exige observar não apenas o que os outros fazem, mas também os próprios hábitos. Pequenas correções no dia a dia podem reduzir riscos de forma significativa, sem exigir grandes esforços ou mudanças radicais.

No trânsito, segurança não depende apenas de grandes decisões, mas da soma de atitudes simples adotadas todos os dias ao volante.

Redação

Matérias escritas pela equipe de Redação do Portal do Trânsito.

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