31 de março de 2026

Falta de transporte ainda faz pacientes perderem consultas no SUS

Parceria para oferecer transporte gratuito levou 36 mil mulheres a exames e cirurgias do SUS. Caso mostra como a mobilidade influencia diretamente o acesso à saúde no Brasil.


Por Assessoria de Imprensa Publicado 31/03/2026 às 13h30
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Quando uma pessoa falta a uma consulta por não ter como chegar ao hospital, o problema não é apenas da saúde — é também de mobilidade urbana. Foto: GaudiLab para Depositphotos

A dificuldade de deslocamento ainda é um dos motivos que fazem pacientes faltarem a consultas, exames e cirurgias no Sistema Único de Saúde (SUS). E esse é um problema que não está ligado apenas à saúde, mas também à mobilidade urbana e ao acesso ao transporte.

Uma parceria entre a empresa de mobilidade 99 e o Ministério da Saúde mostrou, na prática, o impacto que o transporte pode ter no acesso ao atendimento médico. Durante um mutirão nacional de exames e cirurgias que aconteceu nos dias 21 e 22 de março, foram oferecidos vouchers de transporte gratuito para pacientes da rede pública. Ao todo, mais de 36 mil mulheres de 40 cidades brasileiras receberam o benefício.

Transporte como fator de acesso à saúde

A iniciativa integrou o programa Agora Tem Especialistas, do Governo Federal, e teve como objetivo reduzir faltas em consultas, exames e cirurgias por falta de transporte — um problema mais comum do que se imagina, principalmente para pacientes que vivem longe dos hospitais ou não têm acesso fácil ao transporte público.

Houve a disponibilização de 73,6 mil vouchers de deslocamento (ida e volta), no valor de até R$ 150, para garantir que as pacientes conseguissem chegar aos hospitais e clínicas onde os procedimentos estavam agendados. O mutirão envolveu mais de 940 hospitais públicos, universitários, privados e filantrópicos em todo o país.

De acordo com Fernando Paes, Diretor Sênior de Políticas Públicas e Relações Governamentais da 99, a iniciativa buscou justamente reduzir uma barreira que muitas vezes impede o atendimento.

“Essa parceria contribui para a nossa missão de ampliar o acesso de brasileiros e brasileiras à mobilidade. Com ela, reafirmamos nosso compromisso em facilitar o dia a dia das pacientes e garantir que ninguém deixe de ser atendido por falta de transporte — sobretudo as mulheres, que representam mais de 60% das usuárias do nosso app de mobilidade. Temos orgulho de ter contribuído para a participação delas em uma iniciativa pioneira de saúde pública”, afirmou.

Mobilidade também é política pública

Embora muitas vezes o debate sobre trânsito e mobilidade fique restrito a congestionamentos, infraestrutura viária ou fiscalização, ações como essa mostram que o transporte também tem impacto direto em áreas como saúde, educação e acesso a serviços públicos.

Quando uma pessoa falta a uma consulta por não ter como chegar ao hospital, o problema não é apenas da saúde — é também de mobilidade urbana.

Nesse caso, houve a distribuição dos vouchers pelos próprios hospitais, que entravam em contato com as pacientes para confirmar os agendamentos e orientavam sobre como usar o aplicativo e o cupom de transporte para o deslocamento até a unidade de atendimento.

Conforme a empresa, a iniciativa reforça um debate importante: garantir acesso ao transporte também é garantir acesso a direitos básicos, como saúde, trabalho e educação.

Em um país de dimensões continentais como o Brasil, onde muitas pessoas moram longe dos grandes centros assim como dos serviços públicos, pensar mobilidade não é apenas pensar em trânsito — é pensar em acesso e qualidade de vida.

Assessoria de Imprensa

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