05 de janeiro de 2026

Como identificar pontos críticos de segurança viária em qualquer cidade

Pontos críticos de segurança viária concentram sinistros e mortes no trânsito. Veja como identificá-los e por que essa análise salva vidas.


Por Redação Publicado 04/01/2026 às 08h15
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pontos críticos
Quando acidentes semelhantes acontecem repetidamente no mesmo local, não se trata de azar ou falha individual, mas de um problema estrutural. Foto: AndreyPopov para Depositphotos

Em praticamente todas as cidades existem locais onde os sinistros se repetem: cruzamentos perigosos, trechos de alta velocidade, áreas com muitos atropelamentos ou colisões frequentes. Esses locais são chamados de pontos críticos de segurança viária — e identificá-los é um passo essencial para reduzir mortes no trânsito.

O primeiro indicador é a reincidência de ocorrências. Quando acidentes semelhantes acontecem repetidamente no mesmo local, não se trata de azar ou falha individual, mas de um problema estrutural. Dados de órgãos de trânsito, hospitais e seguradoras ajudam a mapear esses pontos.

Outro sinal claro é o comportamento dos usuários. Locais onde motoristas freiam bruscamente, pedestres hesitam para atravessar ou motociclistas fazem desvios improvisados indicam falhas no desenho viário ou na sinalização.

Celso Mariano, diretor do Portal do Trânsito e da Tecnodata Educacional, explica que o erro comum é focar apenas no condutor.

“Quando o acidente se repete no mesmo lugar, o problema raramente é só o motorista. É o ambiente que está induzindo ao erro”, afirma.

A análise do desenho urbano é fundamental.

Cruzamentos muito abertos, ausência de ilhas de refúgio, travessias longas, curvas fechadas sem visibilidade e vias largas demais costumam estar associados a maior gravidade dos sinistros.

A velocidade praticada, e não apenas a regulamentada, também revela pontos críticos. Se os veículos trafegam sistematicamente acima do limite, é sinal de que a via “convida” ao excesso de velocidade.

Segundo Celso Mariano, pequenas mudanças podem gerar grandes resultados. “Muitas vezes, não é preciso uma grande obra. Um estreitamento de pista, uma travessia elevada ou melhor iluminação já reduzem drasticamente o risco”, destaca.

Outro elemento importante é ouvir a população local. Moradores, comerciantes e usuários frequentes conhecem bem os riscos do dia a dia e costumam apontar problemas antes mesmo que apareçam nas estatísticas oficiais.

Identificar pontos críticos não é apenas um exercício técnico, mas uma ferramenta poderosa de prevenção. Quando cidades passam a agir de forma proativa, corrigindo locais perigosos antes de tragédias, a segurança viária deixa de ser reativa e passa a salvar vidas de forma contínua.

Redação

Matérias escritas pela equipe de Redação do Portal do Trânsito.

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