09 de janeiro de 2026

Dirigir cansado: por que o corpo trai o motorista antes do sono chegar

Cansaço ao volante reduz reflexos e aumenta riscos antes mesmo do sono. Entenda os sinais de alerta e como evitar acidentes.


Por Redação Publicado 09/01/2026 às 06h55
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dirigir cansado
Dirigir exige atenção plena. Quando o corpo começa a falhar, a condução deixa de ser uma tarefa automática e passa a envolver riscos silenciosos. Foto: Krakenimages.com para Depositphotos

Dirigir cansado é uma das situações mais subestimadas no trânsito. Muitos motoristas associam risco apenas ao sono profundo, quando a pessoa chega a cochilar ao volante. O problema é que o corpo começa a falhar muito antes disso, comprometendo atenção, reflexos e capacidade de decisão, mesmo quando o motorista acredita estar “acordado”.

A fadiga afeta o cérebro de forma silenciosa. A redução da atenção sustentada faz com que o motorista passe mais tempo olhando para a via sem, de fato, processar informações importantes. Placas, pedestres, mudanças de sinalização e movimentos de outros veículos deixam de ser percebidos com a mesma clareza.

Outro efeito comum do cansaço é o aumento do tempo de reação. Em situações inesperadas — como uma frenagem brusca à frente ou um pedestre atravessando —, frações de segundo fazem diferença. Quando o corpo está cansado, esse tempo se alonga, elevando o risco de colisões e atropelamentos.

Há também impacto direto no controle emocional. Motoristas fatigados tendem a ficar mais irritados, impacientes e impulsivos. Pequenos atrasos no trânsito geram reações exageradas, como acelerações desnecessárias, ultrapassagens arriscadas e uso indevido da buzina.

O cansaço não está ligado apenas a longas viagens.

Jornadas extensas de trabalho, noites mal dormidas, estresse acumulado e até alimentação inadequada contribuem para um estado de fadiga que acompanha o motorista no dia a dia urbano. Em muitos casos, o trajeto até casa após um dia exaustivo é tão arriscado quanto uma viagem longa pela estrada.

Sinais físicos costumam aparecer antes do sono: olhos pesados, dificuldade de manter a cabeça ereta, bocejos frequentes, sensação de “mente vazia” e lapsos de memória recente — como não lembrar dos últimos quilômetros percorridos. Ignorar esses sinais é um erro comum.

Alguns motoristas tentam compensar o cansaço com música alta, janelas abertas ou café. Essas estratégias podem até gerar estímulo momentâneo, mas não substituem o descanso. O efeito é temporário e pode dar falsa sensação de segurança.

A única forma realmente eficaz de lidar com a fadiga é interromper a condução e descansar. Em viagens, pausas regulares são fundamentais. No cotidiano urbano, reconhecer que não se está em condições ideais para dirigir e buscar alternativas — como transporte por aplicativo ou carona — pode evitar acidentes.

Dirigir exige atenção plena. Quando o corpo começa a falhar, a condução deixa de ser uma tarefa automática e passa a envolver riscos silenciosos. Entender que o cansaço compromete a segurança antes mesmo do sono chegar é um passo importante para escolhas mais responsáveis no trânsito.

Redação

Matérias escritas pela equipe de Redação do Portal do Trânsito.

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