11 de fevereiro de 2026

SETCEPAR avalia impactos da CNH do Brasil no Transporte Rodoviário de Cargas

Para o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná (SETCEPAR), Silvio Kasnodzei, a medida exige atenção do setor.


Por Assessoria de Imprensa Publicado 11/02/2026 às 13h30
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A falta de motoristas qualificados é um dos principais gargalos do Transporte Rodoviário de Cargas em todo o país. Foto: Divulgação

A implementação do programa CNH do Brasil, novo modelo nacional de habilitação em vigor desde dezembro de 2025, trouxe mudanças importantes no processo de obtenção das categorias C, D e E. A iniciativa prevê cursos teóricos online gratuitos, redução da carga horária prática e possibilidade de atuação de instrutores autônomos, o que pode reduzir significativamente o custo da habilitação e ampliar o acesso de novos profissionais ao Transporte Rodoviário de Cargas (TRC).

Para o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná (SETCEPAR), Silvio Kasnodzei, a medida representa um avanço relevante, mas exige atenção do setor.

“A CNH do Brasil é um passo importante para facilitar o acesso às categorias profissionais e ajudar a enfrentar a escassez de motoristas. No entanto, esse movimento precisa vir acompanhado de capacitação adequada, para que o aumento no número de habilitados não comprometa a segurança nas estradas e a qualidade das operações”, afirma.

A falta de motoristas qualificados é um dos principais gargalos do Transporte Rodoviário de Cargas em todo o país.

De acordo com Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), divulgados em 2025 com base no fechamento mais recente, menos de 10% dos vínculos formais de motoristas de caminhão no Brasil são ocupados por profissionais com até 29 anos, evidenciando a dificuldade de renovação da mão de obra no setor. Com a CNH do Brasil, o número de motoristas habilitados tende a crescer, o que reforça a necessidade de treinamento adequado para a atuação no Transporte Rodoviário de Cargas.

Conforme o instrutor técnico do SETCEPAR, Cláudio Ferreira, a capacitação complementar é um fator decisivo para a efetividade da iniciativa no setor.

“É fundamental que as empresas recebam esses motoristas recém-habilitados e ofereçam treinamentos que reflitam a realidade do Transporte Rodoviário de Cargas. Sem essa preparação prática e técnica, há risco de aumento de sinistros, impacto nas operações e até elevação do custo das apólices de seguro”, explica.

Kasnodzei reforça o papel da entidade nesse processo. “O governo está correto em ampliar o acesso à habilitação, mas o setor também precisa assumir sua responsabilidade. O SETCEPAR está à disposição para contribuir com capacitação técnica, formação complementar e ações de conscientização, fortalecendo a segurança, a profissionalização e a sustentabilidade do Transporte Rodoviário de Cargas”, conclui.

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