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A solução para o trânsito é o compartilhamento de informação 

Quem mora em cidade grande, sabe: calcular o tempo de casa até o trabalho é uma tarefa difícil. Isso porque são muitas as variáveis capazes de atrasar até o mais pontual dos sujeitos. A primeira gota de chuva a cair em São Paulo, por exemplo, já faz tudo ficar mais lento. Num dia de sol, são as obras nas rodovias, blitze policiais e acidentes que protagonizam longos congestionamentos. Muitas políticas públicas tentaram e tentam resolver o problema da locomoção, não apenas na capital paulista, mas em todos os grandes centros urbanos. Até agora, no entanto, são poucas as medidas que apresentaram resultados efetivos e de longo prazo. Em um mundo digital e interconectado, será que não está na hora de olhar para a tecnologia como uma solução? É o que aponta um estudo realizado pela New Cities Foundation, uma organização que procura soluções inovadoras para questões que desafiam as grandes cidades, em parceira com a Ericsson. Juntas, elas desenvolveram o relatório “Deslocamentos Conectados”, que conclui: o uso da tecnologia móvel está transformando o deslocamento nas grandes cidades. Para chegar até esse resultado, a organização e a empresa realizaram um projeto pioneiro em uma das regiões mais conectadas do mundo, o Vale do Silicio. A ideia era testar o comportamento e o sentimento dos usuários de dois aplicativos para smartphones, o Roadify e o Waze. Neles, os próprios usuários dão dicas uns para os outros sobre os melhores trajetos, sendo que o primeiro funciona para passageiros de automóveis e o segundo para quem usa o transporte público. Com a ajuda da Universidade da Califórnia e do Departamento de Transportes de San Jose, cidade onde o estudo ocorreu, foram analisados mais de 114 mil comentários publicados nas duas plataformas: alertas de congestionamentos, avisos de acidentes, atrasos de ônibus e trens, ofertas de caronas etc. Além disso, foram realizadas entrevistas em grupos comparando a experiência entre passageiros e motoristas que usam esses aplicativos e os que não usam. Apesar dessa diferenciação, vale destacar: todos eles, mesmo os que nunca haviam ouvido falar em Waze ou Roadify, usaram a tecnologia em algum momento durante seu trajeto. No final das contas, a pesquisa mostrou que os passageiros conectados possuem um controle maior sobre o caminho e estão, geralmente, mais satisfeitos durante o percurso, principalmente por sentirem que estão ajudando a promover um serviço para a comunidade. Nas entrevistas, os usuários do Waze disseram: “sinto que estou ajudando o mundo” ao compartilhar informações sobre o trânsito. Por outro lado, uma das frases que melhor descreve os entrevistados desconectados é “meu trajeto é como terminar lição de casa. Você tem de fazê-lo, você não gosta do processo, mas você vai agradecer mais tarde”. Além disso, pelo conteúdo dos comentários, os pesquisadores perceberam que seria possível ajudar as autoridades de transporte locais a definir suas prioridades, planejamentos e investimentos – além de descobrir quais rotas são as piores para os passageiros. “Em uma sociedade onde todos estão conectados, essa troca de informações pode ajudar as cidades a reduzir o tempo de deslocamentos além do consumo de energia dos passageiros. A longo prazo, isso beneficia o meio ambiente, as cidades e seus habitantes.” diz Patrik Cerwall, diretor de marketing estratégico e inteligência da Ericsson. Fonte: Época

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