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Alerta ao dirigir com queimadas em algumas estradas do país 

As queimadas de pastos são tradicionais em Goiás durante os primeiros meses do segundo semestre. Diante de dezenas de focos já registrados às margens das rodovias federais que cortam o Estado, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) está, inclusive, recomendando atenção redobrada aos condutores que transitarem por local onde haja focos de fogo. De acordo com a assessoria de comunicação da PRF em Goiás, a primeira atitude do usuário ao se deparar com uma queimada às margens das rodovias é acionar a polícia para que seja feita a orientação do trânsito na região. As dicas da PRF nesses casos são: avaliar a extensão que ele vai passar e só prosseguir se realmente tiver segurança, acionar os faróis de luz baixa, reduzir a velocidade e ligar o sistema de ventilação interna. Caso contrário, o condutor deve parar o veículo, preferencialmente fora da rodovia ou local distante do foco de incêndio. No Centro-Oeste nesta época do ano, a baixa umidade do ar, que tem ficado abaixo dos 20%, faz o risco de queimadas na região aumentar. O índice recomendado pela Organização Mundial de Saúde é de 60%. Com a umidade baixa, o capim fica seco, pega fogo com facilidade e se espalha rapidamente. Em Goiás, não chove há mais 40 dias e nos primeiros dias do mês os bombeiros já identificaram mais de 140 focos de incêndio. Em julho do ano passado, foram registrados 569 focos de queimadas e no mesmo mês deste ano, foram 771 focos. Os focos do incêndio, de acordo com o Corpo de Bombeiros e a Polícia Rodoviária Federal, são vistos de longe. Os animais tentam correr das labaredas. A vegetação, seca neste período, do Parque Estadual da Serra de Jaraguá, que tem quase três mil hectares, e que fica a 130 quilômetros de Goiânia, está há cerca de cinco dias queimando. Homens do Corpo de Bombeiros já havia conseguido extinguir as chamas na noite de quinta-feira (8), mas ontem tiveram que retomar os trabalhos por causa de novos focos. Segundo os Bombeiros, o vento é um dos principais inimigos porque empurra as chamas para outras áreas. E aí surge outra preocupação: evitar que o fogo atinja fazendas destruindo pastagens. Os bombeiros receberam uma denúncia sobre a provável causa do incêndio. “São indícios de que em uma fazenda vizinha ao parque, um trabalhador tenha colocado fogo em uma casa de marimbondo, esse fogo tenha perdido controle e entrado no parque”, declara Tiago Costa, capitão dos Bombeiros. PRISÕES Moradores da região também ajudam no combate. Fora de controle, o fogo é uma ameaça para a reserva. Somente neste ano, duas pessoas já foram presas em flagrante por atearem fogo em matas às margens de rodovias. Em 2012, fogo e fumaça provocaram 79 acidentes, que deixaram seis pessoas mortas e 49 feridas nas nove BRs que passam por Goiás. O coordenador de operações do Corpo de Bombeiros, capitão Luiz Carlos Francisco dos Santos, explica que o novo incêndio atinge uma região do parque conhecida como Serra da Bocaina. Para tentar combater as chamas, um comandante e mais 20 homens da corporação de Jaraguá trabalharam no local durante toda a madrugada De acordo com o Corpo de Bombeiros, o primeiro incêndio, que começou na manhã de terça-feira (6), destruiu 30% do parque. De acordo com o delegado titular da Dema, Luziano Severino de Carvalho, a pena para quem provoca incêndio em áreas de preservação ambiental pode variar de um a cinco anos de prisão, além de multa de R$ 5 mil por hectare queimado. O Parque Estadual da Serra de Jaraguá é uma unidade de conservação pertencente ao grupo de Proteção Integral. A reserva foi criada em 1998 e demarcada no ano passado. O local é muito utilizado por praticantes de esportes radicais como mountain bike e voo livre. Segundo os bombeiros, a rampa utilizada para voo livre está interditada devido à quantidade de fumaça no local. Fonte: DM

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