18 de setembro de 2026

Alerta vermelho no Paraná expõe desafio: como saber o que acontece em cada trecho de uma rodovia?

Enquanto avisos meteorológicos indicam risco para regiões inteiras, estações instaladas em campo permitem acompanhar as condições em pontos específicos da infraestrutura.


Por Assessoria de Imprensa Publicado 17/09/2026 às 14h21
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alerta vermelho rodovia
Alertas meteorológicos abrangem áreas extensas, enquanto chuva, vento e outras condições podem variar significativamente mesmo entre locais relativamente próximos. Foto: Divulgação

O alerta vermelho emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para o Paraná nesta semana colocou parte do estado sob o nível mais elevado de risco para tempestades, com previsão de volumes superiores a 100 milímetros de chuva por dia, ventos acima de 100 km/h e possibilidade de queda de granizo. A instabilidade ocorre na sequência da passagem de um ciclone extratropical e reforça os desafios enfrentados por quem precisa tomar decisões operacionais durante eventos meteorológicos severos. 

Para concessionárias de rodovias, prefeituras e operadores de infraestrutura, porém, existe uma diferença entre saber que uma tempestade pode atingir determinada região e entender o que está acontecendo em cada ponto sob sua responsabilidade. Isso porque alertas meteorológicos abrangem áreas extensas, enquanto chuva, vento e outras condições podem variar significativamente mesmo entre locais relativamente próximos. 

“O alerta meteorológico é fundamental porque antecipa um cenário de risco e permite que as equipes se preparem. Mas, quando entramos na operação, surge uma segunda necessidade: entender como aquele evento está se comportando localmente. Uma rodovia pode ter dezenas ou centenas de quilômetros e a condição encontrada em um trecho não necessariamente será a mesma alguns quilômetros à frente. É aí que a medição em campo complementa a informação regional”, explica Marcio Malewschik, Diretor Comercial da Plugfield, empresa especializada em soluções de monitoramento ambiental.

Do alerta regional à medição em campo 

Os avisos emitidos por órgãos meteorológicos têm papel importante na prevenção ao indicar antecipadamente a possibilidade de fenômenos adversos em determinada área. A medição local, por sua vez, permite acompanhar as condições efetivamente registradas em pontos específicos durante a ocorrência do evento. 

Essa diferença ganha relevância principalmente em infraestruturas distribuídas por grandes extensões territoriais. Em uma mesma rodovia, enquanto um trecho pode estar seco, outro pode registrar chuva intensa, baixa visibilidade, rajadas de vento ou acúmulo de água sobre o pavimento. É justamente essa variação que torna a medição localizada relevante para a operação. 

“Quando falamos de monitoramento local, estamos adicionando granularidade à informação. Em vez de olhar apenas para uma previsão que abrange uma área extensa, o operador passa a ter dados coletados no próprio território que administra. Isso permite acompanhar como as condições evoluem em diferentes pontos e dá mais subsídios para que as equipes responsáveis avaliem a necessidade de alguma ação”, afirma Marcio Malewschik.

É justamente nessa frente que atua a Plugfield, empresa paranaense do Grupo Pumatronix, com sede em Curitiba. A companhia desenvolve estações meteorológicas e sensores voltados ao monitoramento localizado de rodovias, cidades e outras infraestruturas. As soluções permitem acompanhar em campo variáveis como precipitação, temperatura, umidade, pressão atmosférica, velocidade e direção do vento, além de parâmetros específicos da operação rodoviária. 

Entre as tecnologias disponíveis está o Plugsensor Condição da Via, capaz de identificar se o pavimento está seco ou molhado, medir a presença de água e a temperatura da pista e acompanhar parâmetros relacionados à aderência. A empresa também oferece sensores de visibilidade, que permitem monitorar condições provocadas por fenômenos como chuva, névoa, fumaça e poeira. 

Em trechos sujeitos a instabilidades de encostas e taludes, o monitoramento também pode incluir inclinômetros, sensores capazes de acompanhar alterações de inclinação e movimentações da estrutura ao longo do tempo.

Associadas aos dados de precipitação, essas informações acrescentam uma camada de acompanhamento em áreas suscetíveis a deslizamentos, permitindo que operadores observem mudanças nos pontos monitorados durante períodos de chuva intensa. 

“É a diferença entre saber que existe uma tempestade prevista para uma região e saber o que está acontecendo naquele quilômetro da rodovia. A concessionária pode acompanhar quanto está chovendo, a intensidade do vento, a visibilidade e, com sensores específicos, até a condição do pavimento. Esse nível de informação ajuda a equipe a entender quais pontos estão sendo mais afetados e a direcionar a atenção para onde a situação exige maior acompanhamento”, explica Malewschik. 

Dados locais apoiam decisões operacionais 

A diferença entre previsão regional e medição local não significa que uma substitua a outra. Pelo contrário, as duas informações cumprem funções complementares. Enquanto a previsão permite antecipar um cenário potencialmente perigoso, os dados coletados em campo ajudam a mostrar como aquele fenômeno está se manifestando nos locais monitorados. 

Para uma concessionária, por exemplo, essa camada adicional de informação pode ajudar as equipes responsáveis a acompanhar quais trechos estão sendo mais afetados durante uma tempestade e subsidiar decisões operacionais. Em uma prefeitura, a lógica é semelhante: uma rede de estações distribuída pela cidade permite enxergar diferenças entre regiões que um dado agregado para todo o município não necessariamente revela. 

“Em um evento extremo, alguns quilômetros podem representar condições completamente diferentes. Ter equipamentos distribuídos pelo território permite enxergar essas diferenças em tempo mais próximo do real e direcionar a atenção para os locais que estão registrando as condições mais críticas. A tecnologia não substitui o alerta meteorológico nem a decisão das equipes responsáveis, mas oferece uma informação adicional para que essa decisão seja tomada com maior conhecimento do cenário local”, afirma Marcio Malewschik. 

O tema ganha relevância diante da maior exposição das infraestruturas a episódios meteorológicos severos. Além do Paraná, outros estados registraram alertas de tempestade nesta semana. Em Minas Gerais, por exemplo, o estado permaneceu sob avisos meteorológicos por quatro dias consecutivos, enquanto Belo Horizonte chegou a ter previsão de volume de chuva capaz de superar, em um único dia, a média esperada para todo o mês de setembro.

Para a Plugfield, ampliar a capacidade de observar as condições em escala local será cada vez mais importante para transformar grandes volumes de informação meteorológica em dados úteis para a operação. 

“Quanto mais localizado é o dado, maior é a capacidade de compreender o que está acontecendo naquele ponto específico. Em eventos severos, não basta apenas saber que existe uma tempestade sobre uma região extensa. Para quem administra uma rodovia ou uma cidade, é importante também entender onde ela está atingindo com maior intensidade e como esse cenário está evoluindo. É essa ponte entre o alerta regional e a realidade local que o monitoramento em campo ajuda a construir”, conclui Marcio Malewschik, Diretor Comercial da Plugfield.

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