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16 de julho de 2024

AP convoca pessoas com deficiência para pesquisa sobre o trânsito


Por Mariana Czerwonka Publicado 08/10/2012 às 03h00 Atualizado 09/11/2022 às 00h02
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“Os números revelam que o país vive uma verdadeira epidemia de lesões e mortes no trânsito”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em comunicado oficial publicado em novembro de 2011. “Devemos pressionar por políticas públicas consistentes de prevenção de deficiências. As vítimas de acidentes de trânsito tornam-se muitas vezes pessoas com deficiência! A obrigatoriedade, no Brasil, da adoção dos mesmos itens de segurança básicos para todos os tipos de carro, já comum em grande parte do mundo, é indispensável.

As medidas impostas pela Lei Seca fazem sua parte na política de prevenção e provam que é possível mudar.” afirma Teresa Amaral, superintendente do IBDD. Traumas e lesões decorrentes da violência no trânsito são umas das principais causas de deficiência- e de mortes- no Brasil. Em dez anos, entre 2001 e 2011, o número de vítimas com invalidez permanente aumentou mais de vinte vezes, passando de 11 mil para 239 mil, segundo os dados do DPVAT, seguro obrigatório pago pelos proprietários dos veículos, responsável pela cobertura às vítimas dos acidentes.

De acordo com reportagem publicada pelo jornal Folha de São Paulo no início do ano, a violência no trânsito é responsável por 3,1% das aposentadorias compulsórias pagas pelo INSS – gasto previdenciário de aproximadamente R$ 8,6 bilhões. Outro número alarmante foi divulgado pela Clínica de Lesão Medular da AACD – Associação de Assistência à Criança Deficiente – de São Paulo – acidentes de trânsito são a causa de 40% dos casos de paraplegia e tetraplegia. “Hoje, o levantamento de vítimas de acidente que se tornam deficientes não existe no Rio e o atendimento em saúde para elas é precaríssimo no Rio de Janeiro, precisamos pressionar pela qualidade desse atendimento e pela volta dos leitos para reabilitação para grandes lesados na nossa cidade” protesta Teresa Amaral.

A Associated Press, AP, agência de notícias internacional, e o IBDD contam com a participação de todos em um trabalho inédito de pesquisa sobre o tema. Caso você tenha sofrido ou conheça alguém que sofreu algum acidente de trânsito, entre em contato pelo email ibdd@ibdd.org.br 

Se possível, coloque na mensagem as seguintes informações: nome; idade; ano e local em que ocorreu o acidente; descrição do acidente; que tipos de seqüelas o acidente provocou; a marca e ano de fabricação do carro. É importante apontar também sua possível causa, Se essa causa foi falta e/ou falha em algum item de segurança, indicar qual: freios, airbags, cinto de segurança, etc.

Fonte: Portal Nacional de Seguros

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