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Aumento do diesel faz subir custo do frete 

Já foram dois reajustes no preço do óleo diesel desde o início do ano. O último anunciado pela Petrobras na semana passada de 5% e outro em 30 de janeiro de 5,4%, juntamente com o reajuste da gasolina de 6,6%. O aumento foi sentido de imediato pelos consumidores no abastecimento dos combustíveis na bomba dos postos de gasolinas. O diesel que era encontrado antes do primeiro reajuste da companhia petrolífera em alguns postos por R$ 2,12 hoje está em R$ 2,29, um aumento total de 0,17 centavos por litro do combustível.

O aumento nas bombas está variando para valores maiores ou menores do reajuste feito nas refinarias, mas em média o último ajuste de preço fez o diesel aumentar em R$ 0,10. De acordo com a estimativa da Confederação Nacional de Transportes (CNT) o valor do litro para o consumidor final ficou em aproximadamente 3,8%.

Além do aumento nas bombas, o custo do frete também sofreu impacto. Conforme o gerente comercial da Fontanella Transportes, Sérgio Fontanella Fabro, o diesel representa 55% do valor do frete. “Em pouco mais de um mês tivemos um aumento de 11%. Este aumento é repassado para o frete de imediato. Os aumentos da mão de obra, pedágio, agregados ao reajuste do diesel fizeram algumas rotas aumentarem em cerca de 30%”, coloca o gerente comercial. “O aumento do frete pode também acarretar no preço dos produtos transportados. É o que chamamos do reflexo do Custo Brasil”, coloca Fabro. A cobrança de impostos para o setor de transporte também é intensa e contribui para o preço final do frete. A incidência de ICMS direto, Pis/Cofins e o pagamento de imposto de renda aos motoristas autônomos são alguns deles.

Outro fator que influenciará no preço do frete é o período da safra de grãos no país. O transporte dos grãos para alguns regiões podem ficar desatendidas nesta época. “No nosso caso onde o produto principal é o revestimento cerâmico e que momento ainda não aqueceu não está ocorrendo este problema, mas com certeza haverá falta de caminhões para transportar os produtos, é a lei da oferta e da procura”, considera Fabro. Segundo a CNT, cerca de 60% das mercadorias no Brasil são transportadas através de caminhões que utilizam óleo diesel.

Novo momento para o setor

Para o gerente comercial da transportada, o setor de transporte passa por um período importante no país. “Ele está migrando do informal para o formal. Quem não se formalizar não conseguirá se manter no mercado”, opina. A colocação do gerente refere-se às normas regras provindas da Lei do Motorista que entrou em vigor no ano passado, mas que ainda não está sendo atuada, somente como medida orientativa. Para a presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas de Criciúma e Região (Sinditac), Iolanda Ventura Fernandes, fóruns estão sendo realizados pelo país para discutir diversos assuntos relacionados ao segmento como a Lei do Motorista e uma tabela justa na cobrança dos fretes.

As discussões que iniciaram em Mato Grosso devem chegar no mês de abril em Florianópolis. “No caso da lei para os motoristas a muita coisa para ser discutida. O próprio motorista não quer este descanso previsto na lei, como ele vai cumprir. Existem muitas divergências que precisam ser analisadas e resolvidas”, considera a presidente. Ela cita ainda uma conquista da categoria no ano passado quando o governo federal reduziu de 40% para 10% o imposto de renda sobre o faturamento bruto dos trabalhadores autônomos de cargas.

Gasolina em promoção

O consumidor que teve que absorver o aumento da gasolina ocorrido no final de janeiro pode aproveitar agora as promoções em alguns postos de gasolina de Criciúma. O presidente do Sindicato dos Revendedores e Varejistas de Combustível de Criciúma e Região (Sindicomp), Quintino Pavei, alerta que o preço do combustível segue inalterado. “Em alguns períodos do ano os postos costumam realizar promoções no preço da gasolina. É uma oportunidade do consumidor abastecer o seu veículo”, coloca. O litro da gasolina pode ser encontrado por R$ 2,79.

Fonte: A Tribuna net


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